quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O QUE É O NATAL?

Pedro Barbuto: O QUE É O NATAL?: Mensagem entregue a Primeira Igreja Batista em Vila da Penha em 19-Dezembro-2012. "O que é o Natal?" Essa pergunta, no meio evangél...



O QUE É O NATAL?

Mensagem entregue a Primeira Igreja Batista em Vila da Penha em 19-Dezembro-2012.



"O que é o Natal?" Essa pergunta, no meio evangélico, nos parece meio clichê. Quando a escutamos logo pensamos: “Lá vem o que sempre escutamos nessa época!”
De fato algumas coisas são repetitivas nessa época como:
  • Revistas “científicas” com reportagens sobre o “Jesus Histórico” com ponderações insólitas e repetitivas;
  • Filmes americanos com historinhas para crianças sobre o “espírito de natal”;
  • Especial de Natal de Xuxa, do Didi, do “rei” Roberto Carlos;
  • Decoração “européia” nas casas (imitando neve, árvore que não é típica da nossa região);
  • Perguntas “Pode ou não montar árvore? É símbolo de uma religião pagã.” Ou “e o papai-noel?”;
  • Alguns “mais estudiosos” vão dizer que na verdade muito provável Jesus ter nascido em Agosto, lembra que a ICAR cooptou a celebração do Sol Invictus, substituindo pelo nascimento de Jesus;

A música “É Natal” da cantata “Emanuel” do Grupo Renascença retrata bem a época bem dinâmica que nós estamos vivendo hoje.

Lindo, tão lindo! Lindo, tão maravilhoso!
Sinos no ar, estão a tocar. Tudo se faz tão lindo!
Alegria no ar em todo lugar crianças brincando estão.
Posso ver também aqui e além grande multidão.
Saudações e comemorações as ruas cheias estão.
Sinos no ar, estão a tocar alegre confusão.

ESTRIBILHO:
É Natal, sim é Natal! O Natal chegou!
E desejamos ao irmão o mais sincero amor
Felizes vamos celebrar: nasceu o menino Jesus
Pois é Natal, sim é Natal! O Natal chegou!

Vamos todos comprar presentes pra dar
E nossa amizade mostrar
Brinquedos também, sem nada esquecer.
Todos a correr

Ouço cantar, quase em todo o lugar.
As canções louvando a Jesus
O mundo então que transformação
Reflete grande luz
ESTRIBILHO

Amigos e encontram e se abraçam todos a conversar
E para as crianças, a vovozinha, velhas histórias contar
E lá no quartel, soldados aguardam o dia de regressar
Pois suas famílias desejam ver seus queridos para abraçar
ESTRIBILHO



Um ex-presidente norte-americano, John Kennedy, disse algo interessante: “Queremos que as coisas sejam sempre iguais, mas a História não permite”. É verdade que o que passou, passou. Não há como reescrever a História da Igreja. Natal virou isso e é assim que vai ser lembrado pela maioria.
 O que podemos fazer é uma celebração natalina a mais cristã possível. Digo “possível” porque o circo pegou fogo mesmo e temos de achar uma saída para esta confusão, se é que realmente queremos honrar Deus no meio desta que se tornou uma festa cristo-pagã. E descobrir o que é o Natal e podemos responder isso se analisarmos alguns “testemunhos” do Natal.
Mas antes, a primeira coisa que queria tratar com você aqui é...

Quando começou o Natal? Hb 10: 07-10
“07 Então eu (Jesus) disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus. 08 Primeiro ele disse: "Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste" ( os quais eram feitos conforme a Lei ). 09 Então acrescentou: "Aqui estou; vim para fazer a tua vontade". Ele cancela o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.”
A história do Natal não começa em Belém da Judéia, quando Quirino era governador da Síria nem quando César Augusto reinava sobre o vasto Império Romano.
A história do Natal começa algum tempo antes e em algum lugar muito além da Palestina e do planeta Terra, quando o Filho disse ao Pai: "Aqui estou; vim para fazer a tua vontade" (Hb 10.7).
Deus tinha/tem o intento de que nenhum homem ou mulher se perca. Havia um paliativo para a expiação do pecado que era o sacrifícios de animais, mas era algo transitório que apontava para o único e perfeito sacrifício que estava por vir, pela voluntariedade de Jesus Cristo.
João 01: 01 e 14 e Filipenses 02: 05 Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, 06 que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; 07 mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. 08 E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!
Jesus é a marca da presença de Deus na história, no planeta e em nós. Ele é “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação,” (Cl 01:15). “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser (Hb 01:03a).
Mas a nossa proposta aqui hoje é entender: O que é o Natal? E para isso vamos “escutar” alguns testemunhos, o primeiro deles é de...

Maria. Maria explica o Natal: (Lucas 01:"46 Minha alma engrandece ao Senhor 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,”.
ü      Essa é o canto que Maria entoa após saber que ela seria mãe daquele que seria conhecido como “Filho do Altíssimo” – o Salvador do mundo;
ü      Esse canto é caracterizado pela profunda expressão de alegria e louvor a Deus;
ü      O louvor brotado dos lábios de Maria revela o centro de sua espiritualidade, sintonizada com a fé do povo de Israel. – A esperança da vinda do Messias;
ü      HOJE: Natal é o momento de estarmos com os nossos corações alegres e agredecidos, louvando a Deus pelo dom (presente) da Salvação em Cristo Jesus.

Vimos o testemunho de Maria, mas também temos um outro muito interessante que também nos aponta para nos mostrar o que é o Natal que é o Testemunho dos...

Magos do oriente, explicam o Natal quando eles perguntam:  (Mateus 02:)"02 Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo".
ü      Estes homens vieram ou da Pérsia, ou Babilônia, ou ainda a Arábia do Sul... vamos relembrar que são os judeus que tem a esperança do Messias. Contudo esses homens são orientados por uma estrela até chegar onde o menino estava;
ü      Já quando Deus separa Abrão da terra de Ur dos Caldeus para formar um povo Seu, Ele diz a Abraão que “por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” (Gn 12:03b);
ü      Temos nesse momento a ampliação (inclusão) do raio dessa esperança judaica do Messias aos gentios.
ü      HOJE: Todos nós fomos incluídos e somos convocados a prestar louvor eadoração ao Senhor Jesus Cristo por aquilo que Ele é em nossas vidas.

Temos também um testemunho muito mais interessante do que vem a ser Natal. O testemunho do próprio...

Senhor Jesus Cristo que explica o Natal quando declara: (João 10:) “10b eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.”
Se eu fosse usar uma outra palavra para “Salvação” eu usaria “humanização” eu gostaria de pensar com vc agora o que é vida plena pela observação de quanto Jesus foi um ser humano digno, e de profundo amor para com o próximo.
ü      Ele acolheu com amor os marginalizados pela sociedade. A prostituta, O publicano (cobrador de impostos), Os pecadores de modo geral – sem acepção de pessoas;
ü      Ele acolheu o pobre, defendeu os oprimidos, denunciou a injustiça;
ü      Se opôs a um sistema opressor.
ü      Deixa um grande mandamento – Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo (AMAR = ÁGAPE = SERVIR SEM ESPERAR NADA EM TROCA)
Isso tudo para quê? Incutir na cabeça dos seus seguidores que a vida pode ser melhor (se pode viver melhor) se seguirmos os preceitos de Deus e procurar fazer a sua vontade
ü      Deu-nos a viva esperança de uma vida eterna ao lado de Deus.

Isto é Natal!
Meu desejo é que estas coisas verdadeiras, honestas, puras e justas estejam no seu coração hoje e pra sempre.
(MARIA) Grata Alegria – Louvor – (MAGOS) Inclusão –Adoração – (JESUS)Amor
Esperança/Segurança de vida plena aqui e além.
Que sejam estas palavras, sentimentos e ações presentes no Natal que estamos prestes a comemorar, no Natal que devemos comemorar todos os dias do ano.

FELIZ NATAL!


NATAL: ÉPOCA DE CONTRADIÇÕES

O Natal desperta sentimentos diversos. Em uns, alegria indizível, entusiasmo, aproximação com Deus, quebra de barreiras étnicas, paz e, humildade. Em outros, depressão, desconfiança, ressentimento, amargura e ódio, vingança. Desses, resultam planos maquiavélicos, ações violentas, frutos de uma mente desvairada e sem paz, insultos, suspeitas, enganações e soberba de aparência.

Quando Jesus nasceu foi assim: os pastores estavam na vigília do campo cuidando dos seus rebanhos. Possivelmente, inquietos. Mas havia algo grandioso, inexplicável no ar de todo o universo. De repente, um anjo aparece-lhes (Lucas 2-8:9) comunicando uma mensagem alvissareira, esperançosa de fato: Jesus havia nascido. E estava lá, numa manjedoura. Acessível à todos os humanos. O Deus Salvador, estava entre eles. E num outro momento, ainda sem refazer-se daquela visão do anjo, aparece-lhes não um, mas uma milícia celestial, um coro de anjos cantando "Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem". (Lucas 2-14:14)

Refeitos dos susto, mas com os corações imbuídos de sentimento que só Deus pode dar, levantaram-se e foram ver o grande acontecimento que mudaria a história para sempre. E viram que tudo era como tinha sido anunciado. Deus não mente. Deus trouxe salvação para todos os que cressem. E eles estavam inclusos.

De outro lado, sentimentos de medo, e de arqutetar planos maquiavélicos: Herodes, o monarca com medo de perder o seu lugar. Ficou alarmado, mentiu aos reis magos (Lucas 2-1:13) mandou matar crianças de dois anos para baixo.

O Natal é assim: os que buscam as coisas de Deus, econtram paz, alegria, busca reconciliação. Os que afastam-se dEle, inquietações malignas tomam conta do seu coração e atos insanos destroem tudo e todos. E, por fim, a sua auto-destruição. Que Natal você terá?



extraído do boletim 218 - IPI da Lapa - 25.12.2011


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

UM ALERTA SÉRIO

Boa Semente: UM ALERTA SÉRIO: Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33). Cuidado com as companhias e relacionamentos...



Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33).

Cuidado com as companhias e relacionamentos anteriores à conversão. Às vezes quando alguém se converte, começa bem, confessa o Senhor e procura romper com as antigas companhias; porém, estas, por razões diversas, não permitem tal rompimento e movem céus e terra para impedir que o novo convertido se afaste. Ocorre também que depois de anos de vida cristã, o amor começa a esfriar, e o crente passa a procurar novamente as pessoas e os lugares que deixara. Isso acontece devagar no início, mas, à medida que o tempo avança, o processo é bem rápido.

O perigo maior e mais sutil de todos é alimentar a idéia que se nos envolvermos com as más companhias de antes, poderemos exercer influência sobre elas para conduzi-las ao bem. Esse é um erro fatal. Nós não conseguiremos levá-las para cima. Elas é que nos puxarão para baixo. É uma experiência universalmente comprovada, pois é uma verdade das Escrituras.

Jeosafá foi um dos melhores reis de Judá; Acabe, o pior que já se sentara no trono de Israel. No entanto, lemos: “Tinha, pois, Jeosafá riquezas e glória em abundância, e aparentou-se com Acabe” (2 Crônicas 18:1). E qual foi o resultado? Será que Jeosafá elevou Acabe ao seu nível, e pôde dizer com satisfação: “Tu és como eu”? Não. O contrário aconteceu. No versículo 3, Jeosafá afirma, sem a menor vergonha: “Como tu és, serei eu; e o meu povo, como o teu povo”.

A expedição a Ramote-Gileade que planejaram resultou na morte de Acabe. Jeosafá escapou por um triz, apenas para ser confrontado com uma séria mensagem de Deus, por intermédio de Jeú: “Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao Senhor? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do Senhor” (2 Crônicas 19:2). O desfecho da situação foi o casamento do filho de Jeosafá com a filha de Acabe, Atalia, herdeira da impiedade de sua mãe, Jezabel, e causa de indescritível desgraça para Judá.


O cristianismo leva muito tempo para fazer, mas faz

revista / edicao 337 / geoffrey-blainey
Geoffrey Blainey

Nascido na Austrália em 1930, o historiador Geoffrey Norman Blainey é conhecido pelos seus livros (32 ao todo) e como professor da Universidade de Melbourne e Harward. Uma de suas obras é “best-seller” na Inglaterra e nos Estados Unidos, e foi o quarto título de não-ficção mais comprado no Brasil em 2009. Trata-se de “Uma Breve História do Cristianismo” (328 páginas). Em recente entrevista ao site da revista “Veja”, o historiador deixa qualquer um entusiasmado com o cristianismo. Basta ler os parágrafos transcritos abaixo.
 
1. As igrejas cristãs são, de fato, as instituições mais caridosas da história universal.
 
2. A crença no retorno de Jesus à terra, onde ele já estaria presente em espírito, e na vida após a morte foi outro fator que tornou o cristianismo tão atraente.
 
3. O cristianismo -- em especial o protestantismo do século 16 -- ainda tem traços bastante presentes [na cultural ocidental]. A religião teve grande influência sobre a lenta ascensão da democracia. A declaração feita pelo apóstolo Paulo de que todas as almas têm o mesmo valor para Deus contribuiu para a configuração da democracia moderna, assim como a decisão de uma parcela do protestantismo que, desobedecendo ao papa e ao bispo, conferiu poder à congregação reunida aos domingos.
 
4. A religião também teve peso decisivo na educação das massas -- meninos e meninas precisavam aprender a ler para ler a Bíblia.
 
5. [O cristianismo] contribuiu para a ideia do amor ao próximo e da ênfase na justiça. Você pode argumentar que a cultura ocidental não é muito justa. Mas, dentro de uma perspectiva histórica, ela é sim. Por exemplo, nós hoje não toleramos a escravidão. Cristãos, principalmente os evangélicos, fizeram mais que qualquer outro grupo -- as exceções são várias -- pela abolição do mercado escravo. Eles levaram um longo tempo para fazer, mas fizeram.
 
6. [Na cultura ocidental], os rituais e costumes cristãos estão em declínio. O catolicismo perde espaço no Brasil da mesma forma que o protestantismo perde terreno nas Ilhas Britânicas. Mas é preciso ter em mente que esse declínio geral do cristianismo não é necessariamente permanente. Na civilização ocidental, o cristianismo vive de ciclos de declínio e revitalização. O cristianismo já renasceu muitas vezes. Alguns de seus “parteiros” -- São Benedito, Santo Inácio de Loyola, Martinho Lutero -- são mundialmente famosos. Outros nomes vão certamente se somar a essa lista nos próximos séculos.
 
7. O cristianismo se tornou a religião oficial de diversos estados, absorveu elementos de novas culturas e situações, se reinventou diversas vezes.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O ETERNO

Boa Semente: O ETERNO: O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palav...



O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada) (1 João 1:1-2).

O que era desde o início, a Vida Eterna que estava com o Pai, era a Pessoa que lhes foi declarada. A expressão “com o Pai” é importante, pois torna evidente que o Filho era o Eterno. E é interessante comparar o princípio com o final da epístola – “Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”.

Não há palavras para agradecer ao Senhor pela segurança que essa verdade simples e profunda da Escritura transmite à nossa alma.

Durante a vida do Senhor Jesus neste mundo, O vemos nas seguintes formas:
1. Como o Recém-nascido – santo, materializando os planos de Deus na natureza humana.
2. Como o Circuncidado – perfeito sob a lei, satisfazendo os planos de Deus nela.
3. Como o Batizado – satisfazendo os planos de Deus quanto à ordem e justiça dispensacionais.
4. Como o Ungido – satisfazendo os planos de Deus quanto à Sua imagem ou representação.
5. Como o Devotado – satisfazendo os planos de Deus na aliança da graça aos pecadores.
6. Como o Ressurreto – selado com o selo da aprovação de Deus na vitória pelos pecadores.

Portanto, Ele satisfez todos os planos de Deus, ao mesmo tempo em que conquistou tudo para nós. Tudo foi magnificado por Ele e nEle. O propósito de Deus de Se alegrar no ser humano e ser glorificado por ele foi abundantemente respondido pelo maravilhoso Senhor Jesus. Ele era “Deus manifesto na carne”, mas era também o “Filho do Homem”, totalmente humano. Nada indigno de Deus foi achado no homem Cristo Jesus, em Sua Pessoa, atos ou palavras. Esse é nosso inefável Exemplo!



O cristianismo promete tudo, mas não faz nada!

revista / edicao 337 / friedrich-nietzsche

Friedrich Nietzsche


Nascido na antiga Prússia na metade do século 19 e filho de uma linhagem de pastores protestantes tanto por parte de pai quanto de mãe, Friedrich Nietzsche foi um implacável crítico do cristianismo e da religiosidade de seu tempo. É pena que, com a água suja do “cristianismo sem sal” que ele jogou fora, estava também a água limpa do “cristianismo com sal”. A professora Scarlett Marton, da Universidade de São Paulo, que fundou o Grupo de Estudos Nietzsche, acerta quando diz que o filósofo foi “um campo de batalha”. Ao morrer, no dia 25 de agosto de 1900, no início do século 20, pouco antes de completar 56 anos, o filósofo deixou para a humanidade, especialmente para a Europa, um legado anticristão que exerceu uma forte influência, alimentou a soberba humana e tentou diminuir a glória de Deus. Para verificar isso, basta ler os seguintes pronunciamentos de Nietzsche retirados de seu livro “O Anticristo”, escrito em 1888 e publicado seis anos depois (1894) e seis anos antes de sua morte:
 
1. Não se deve embelezar nem desculpar o cristianismo: ele travou uma guerra de morte contra este tipo de homem superior, renegou todos os instintos fundamentais deste tipo e desses instintos destilou o mal, o negativo -- o homem forte como tipo censurável, como proscrito.
 
2. O cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco, baixo, incapaz, e transformou em um ideal a oposição aos instintos de conservação da vida saudável.
 
3. O cristianismo é conhecido como a religião da piedade. A piedade, porém, é deprimente, pois enfraquece as paixões revigorantes que aumentam a sensação de viver. O homem perde o poder quando é contagiado pelo sentimento de piedade e esta dissemina todo sofrimento.
 
4. Nada há de mais doentio, no meio de nossa insalubre modernidade, que a piedade cristã. É aí que é necessário sermos médicos, manejarmos o escalpelo [bisturi usado em dissecações]. Eis o que nos cabe, eis a nossa caridade, eis o que nos torna filósofos, a nós, os hiperbóreos.
 
5. A própria palavra “cristianismo” é já um equívoco -- no fundo só existiu um cristão, e esse morreu na cruz. O “Evangelho” morreu na cruz. Aquilo que desde então se chamou “Evangelho” era o contrário do que Cristo havia vivido: uma “má nova”, um “Dysangelium” [o contrário de boa notícia].
 
6. O cristianismo promete tudo, não cumpre nada.
 
7. O cristianismo é uma insurreição de tudo o que rasteja contra tudo quanto está elevado: o evangelho dos “pequenos” tornou-se cada vez menor...
 
Depois de mais de um século da morte do conturbado e infeliz Nietzsche (três vezes intentou contra a própria vida), depois de todas as guerras, todas as convulsões sociais (da extrema direita e da extrema esquerda) e todas as desgraças do século 20 (considerado “o mais violento da história humana” pelo escritor britânico William Golding) -- o cristianismo não morreu. Antes, tem crescido na América, África, Ásia (principalmente no país mais populoso do mundo) e sudeste da Europa. A preocupação atual é a reevangelização da Europa, o continente mais afetado pelo pensamento daquele que se diz o porta-voz do anticristo. Para os cristãos, isso não é novidade, pois o próprio Jesus declarou enfaticamente: “Essa é a pedra sobre a qual vou edificar minha igreja, uma igreja tão exuberante e tão cheia de energia que nem as portas do inferno serão capazes de obstruir seu avanço” (Mt 16.18).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Angela Merkel: a cultura alemã é baseada em valores cristãos e judaicos há centenas de anos, para não dizer milhares

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Angela Merkel: a cultura alemã é baseada em valores cristãos e judaicos há centenas de anos, para não dizer milhares

No ano da descoberta do Brasil, 95% dos cristãos do mundo eram europeus e da Europa sairiam missionários para todos os continentes. Quatro séculos depois (1910), a porcentagem de cristãos na Europa era de 94,5%. Em 2010, cem anos depois, ela diminuiu para 80,2% e perdeu a dianteira pela primeira vez desde o início do século 20, para a América Latina. Tem havido um decréscimo de cristãos na Europa em relação ao acréscimo havido em outros continentes. Em 1910, dos dez países mais cristãos, oito estavam na Europa; são eles: Rússia, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Ucrânia, Polônia e Espanha. Em 2010, apenas dois países europeus permaneciam na lista dos dez: a Rússia, em terceiro lugar, e a Alemanha, em décimo.
 
Todos os 265 papas (exceto Pedro, que na perspectiva protestante nunca foi papa, e outros onze) eram europeus. Todas as reformas e tentativas de reformas foram realizadas na Europa, inclusive as levadas a efeito pelo Vaticano II (1962–1965).
 
Parece que Angela Merkel, 58 anos, filha de pastor luterano, tem o apoio de seu conterrâneo e contemporâneo Joseph Ratzinger, 85, eleito papa Bento XVI em 2005 -- mesmo ano em que ela foi designada chanceler da Alemanha --, quando afirma: “A Europa é o continente onde primeiro emergiu o cristianismo como religião dominante. O cristianismo exerceu uma influência incomparável na história e identidade europeia. A Europa sem o cristianismo não é mais Europa europeia”.
 
A única coisa a acrescentar é que a população europeia é mais cristã de nome do que de fato, o que acontece também no Brasil e em outros lugares. Como a conversão precede o batismo cristão, José Flores, líder católico carismático mexicano, está absolutamente certo quando diz que a tarefa de hoje é evangelizar os batizados.