sábado, 24 de março de 2012

TÁ NA HORA DE CASAR


Por que os homens fogem do casamento?
O que as mulheres fazem de errado que atrasam o pedido de casamento?
O que precisa ter para casar?
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Tá na hora de CASAR – LU&TERO com Marcos Botelho | Marcos Botelho

sexta-feira, 23 de março de 2012

O ORVALHO


O orvalho é uma fonte de refrigério. É a provisão da natureza para a renovação da face da terra. Quando tudo está sob temperatura elevadíssima e “esturricado” sem vida. O orvalho são gotas  minúsculas e imperceptíveis aos olhos humanos. O orvalho cai de noite, e sem ele a vegetação morreria. É esse grande valor do orvalho que é tantas vezes reconhecido nas Escrituras Sagradas.

O orvalho é usado como símbolo de refrigério espiritual. Como a natureza é banhada pelo orvalho, assim o Senhor também renova o seu povo. Em Tito 3.5, o mesmo pensamento do refrigério espiritual está ligado ao Espírito Santo – a “renovação do Espírito Santo”.

Muitos não reconhecem a importância do orvalho-celeste em suas vidas, e como resultado, falta-lhes o frescor e vitalidade. Têm o espírito desfalecido, por falta de orvalho.

Já imaginou a loucura que seria um operário trabalhar o dia inteiro, sem comer. Mas reconhece também a loucura do que é um cristão querer servir a Deus, sem comer do maná celeste? Não basta recebermos alimento de quando em quando. Precisamos receber a cada dia a renovação do Espírito Santo. Nós bem sabemos quando estamos cheios do vigor espiritual e também quando estamos exaustos e desgastados. Ficar quieto, aquietar-se e absorver são atitudes propícias para recebermos o orvalho. À noite, quando a vegetação repousa, os poros das plantas estão abertos para receber o banho refrescante e revigorador; assim, na quietude aos pés do Senhor, vem-nos o orvalho espiritual. Coloquemo-nos quietos diante do Senhor. A pressa impede que recebamos o orvalho. Esperemos diante de Deus, até estarmos “enxarcados” da Sua presença: então entraremos no serviço do Senhor, na certeza que temos o vigor de Jesus, nosso Senhor (Dr Pardington).

O orvalho não cai enquanto há calor ou vento. A temperatura precisa baixar, o vento cessar, e o ar fresco e calmo – completa quietude – para que possa produzir suas invisíveis partículas de umidade para orvalhar a erva e a flor. Assim também, a graça de Deus não pode trazer refrigério ao coração, enquanto ele não estiver no ponto. (Mananciais no Deserto)


quinta-feira, 22 de março de 2012

Desabamentos

revista / edicao 273 / desabamentos

Três filhas e sete filhos de Jó estavam comendo e bebendo em casa do mais velho quando um forte vento do lado do deserto soprou nos quatro cantos da casa e a derrubou. Todas as dez pessoas morreram naquele dia (Jó 1.18, 19).

No tempo de Jesus, uma pequena torre, conhecida como a Torre de Siloé, desabou sobre dezoito pessoas e as matou (Lc 13.4, 5).

Das chamadas Sete Maravilhas do Mundo, quase todas ao redor do lado oriental do mar Mediterrâneo, apenas as Pirâmides do Egito continuam de pé. Os Jardins Suspensos da Babilônia, o Templo de Ártemis em Éfeso, a Estátua de Zeus em Olímpia, o Mausoléu de Hadicarnasso, o Colosso de Rodes e o Farol de Alexandria já não existem. O Templo de Ártemis, que tinha 106 colunas de 12 metros de altura, foi incendiado e arrasado no ano 356 a.C., cerca de dois séculos depois de construído. O Farol de Alexandria, que foi concluído por Ptlomeu II (308-246 a.C.) e tinha 134 metros de altura, veio ao chão por causa de um terremoto. Igual sorte teve o Colosso de Rodes, uma estátua oca de bronze de 37 metros de altura, logo depois de terminado, no ano 224 a.C.

De todos os desabamentos, porém, o mais dramático certamente é o das torres do World Trade Center, em Nova York, ocorrido no dia 11 de setembro de 2001. As duas torres maiores eram quase 12 vezes mais altas que o Colosso de Rodes e tinham 110 andares cada uma. O desabamento provocou a morte de mais de 3.600 americanos e mais de 2.700 estrangeiros de pelo menos sessenta países. Deixou 1,2 milhão de toneladas de entulho e milhares de pedaços de corpos humanos.

Muito provavelmente, Jesus teria aproveitado a comoção provocada pela morte das dezoito pessoas soterradas pelos escombros da Torre de Siloé para falar sobre outro tipo de desabamento. No final do Sermão do Monte, Ele declarou: “Todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mt 7.26, 27).


quarta-feira, 21 de março de 2012

CELEBRE OS MILAGRES


Nós podemos ajudar muito mais as outras pessoas neste mundo ao retirar o máximo de nós mesmos.  Earl Nightingale

Hoje nada mais é do que uma série de milagres. A sua vida é mais um milagre. Ter a sensibilidade de sentir na sua face o calor do sol pode parecer algo muito simples e insignificante. Porém, esta simples experiência só é possível através de um inimaginável, complexo e profundo fator que está vindo a você em um momento histórico da sua preciosa vida que lhe é dada por Deus. 

É tão fácil e tão comum não ser grato por tão grande beneficio! A realidade é que você jamais poderá apreciar em sua totalidade as maravilhas nas quais você está imergido. Mesmo que você seja continuamente agradecido a Deus, sempre há lugar para mais gratidão. 

Celebre os milagres que vêm a você a todo momento e enquanto você lê estas breves linhas há outro milagre tomando lugar em sua vida. Celebre-o!
Nélio DaSilva

Para Meditação:
Seja o teu amor o meu consolo, conforme a tua promessa ao teu servo. Salmos 119:76

Capacitando a família


Isabelle Ludovico

A família é o principal contexto de aprendizagem, pois é nela que os valores e modelos são assimilados desde a mais tenra infância. É um sistema interacional, provido de uma estrutura hierarquicamente organizada, com o fim de assegurar a continuidade e o crescimento de seus membros. Assim, como um móbile, a família precisa encontrar o equilíbrio dinâmico entre duas funções aparentemente contraditórias: homeostase e transformação. Uma visa manter a família unida, enquanto a outra promove a sua evolução. A cada fase do ciclo familiar, o equilíbrio anterior é rompido para dar lugar ao novo. A crise permite uma reorganização mais adequada. Instabilidade, incertezas e ansiedade marcam a passagem para um novo equilíbrio funcional. Fatores perturbadores como perdas, abandono, separação, desemprego são a base para o desenvolvimento dos mitos, que vão dar significado à situação vivida, em função das referências provenientes das gerações anteriores.

Para se desenvolver de forma saudável, a pessoa precisa de cuidados especiais. A função materna, assumida pela mãe biológica ou por uma figura substituta, inclusive o pai, se inicia com a construção de um vínculo afetivo que permite à pessoa se sentir acolhida e parte integrante da família. Maternidade diz respeito também à capacidade de nutrição física e emocional, bem como à organização das necessidades básicas. A função paterna, por sua vez, garante limite, proteção e direção. O casal ainda transmite à criança padrões de relacionamento quanto à sexualidade, afetividade e companheirismo. Por meio dessa herança, o ser humano vai construindo sua identidade e aprende a se relacionar. As falhas e ambigüidades no desempenho das funções materna, paterna e de casal geram carências que precisam ser supridas.

As relações se desenvolvem dentro de regras que determinam a maneira de agir de seus membros e o papel de cada um. A família se adapta às mudanças internas e externas, de acordo com os padrões de interação desenvolvidos até então. Se estes modelos de relacionamentos forem inadequados para lidar com o desafio presente, a família entra em crise facilmente identificada por um sintoma condensado num de seus membros. O sintoma tem a dupla função de denunciar o problema e manter a situação.

Trata-se de um distúrbio mental ou comportamental que precisa ser compreendido como o resultado de uma disfunção da família como um todo. O grande equívoco da família é focalizar o sintoma como sendo a causa de seu mal-estar, em vez de perceber que é apenas a conseqüência de uma crise do sistema familiar. Tentar eliminar o sintoma sem enxergar suas raízes não resolve o impasse, apenas contribui para estigmatizar o membro afetado mais diretamente, que se torna a lata de lixo ou o bode expiatório da família. A terapia familiar sistêmica o chama de “paciente identificado”, pois ele se torna porta-voz e depositário da patologia da família. Quando os problemas não são verbalizados e encarados, a família tende a parar de crescer. Ela não percebe que esta crise é justamente a oportunidade de aprimorar as relações entre os seus membros e promover o crescimento de cada um deles.

Além das crises decorrentes do ciclo evolutivo, os papéis tradicionais de homem e mulher estão sendo questionados com grandes repercussões para o exercício da paternidade e da maternidade. Sustentar a casa já não é exclusividade do homem nem educar os filhos, da mulher. Ambos estão compartilhando essas responsabilidades como um novo desafio, no qual os pontos de atrito são multiplicados até encontrarem um equilíbrio específico e válido apenas para o momento presente. Se as mulheres conquistaram novos espaços, os homens muitas vezes se sentem acuados e fragilizados. Eles então se isolam e se omitem, deixando o espaço vazio para a mulher assumir. Em conseqüência disso, as estatísticas apontam um aumento de famílias matrifocais, do alcoolismo e do homossexualismo. A perda de autoridade do homem tende a gerar um aumento do autoritarismo e da violência física.

Comunicação clara, fronteiras nítidas e flexíveis, hierarquia correta, união e diferenciação são algumas condições para a construção de famílias saudáveis. A terapia familiar sistêmica visa mobilizar os recursos da família para enfrentar as crises e prevenir outros conflitos, à medida que produz mudanças significativas no sistema, contribuindo para aprimorar as relações entre os membros e no interior dos vários subsistemas. Assim, a abordagem familiar propicia uma melhora na qualidade de vida em família, fortalecendo os vínculos e ampliando as estratégias para a resolução dos conflitos.


terça-feira, 20 de março de 2012

NOVA PERSPECTIVA


Quando as coisas parecem ir de mal a pior, é a hora de experimentar uma nova perspectiva  John Boyce

Quando as coisas parecem realmente ir de mal a pior, existe uma boa chance de que as coisas estejam mudando para melhor. Freqüentemente, a noite mais escura é aquela que antecede o mais brilhante alvorecer. 

Quando os desafios parecem crescer, crescem também as oportunidades para um positivo progresso. Quando tudo parece sair errado, essa é a oportunidade de você olhar como você talvez jamais tenha olhado para o Deus amoroso, misericordioso, gracioso e cheio de compaixão por você. 

Quando a situação está no seu pior, essa é uma excelente oportunidade para você estar no seu melhor. É aqui que você – pela graça de Deus – pode começar a fazer uma enorme e singular diferença.
Nélio DaSilva

Para Meditação:
Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver. Salmos 116:1-2


Igreja unida: fragilidade e força


Lissânder Dias
A fragilidade de uma planta que acaba de nascer esconde a força que tem para se tornar uma árvore. Por isso são necessárias paciência e modéstia para acompanhar o processo de crescimento, que, embora inadiável, às vezes é lento e cheio de riscos. Assim é com a unidade: frágil e forte, ao mesmo tempo.
A unidade é um valor cristão difícil de ser alcançado. Em se tratando da unidade da Igreja, a questão é ainda mais complexa, pois envolve heranças eclesiásticas e teológicas, contextos culturais, questões polêmicas, pecados coletivos e orgulhos pessoais. Daí a necessidade de valorizar e celebrar todo esforço honesto em favor da unidade. A Aliança Evangélica Brasileira tem sido importante nesse sentido nos últimos dois anos.
Participei do 1º Fórum da Aliança, realizado entre os dias 24 e 26 de novembro de 2011, em Brasília, DF, com o tema “Unidade, Identidade e Missão” e a presença de cerca de 100 pessoas. Vi uma vontade persistente de que a oração de Cristo seja real: “Para que todos sejam um...” (Jo 17). Mesmo que não estejamos preparados para enfrentar todas as demandas desta oração -- sobretudo em uma igreja evangélica tão difusa como a nossa --, a súplica sinaliza o caminho apropriado a ser seguido. É como a caminhada misteriosa de Abraão, que, “sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hb 11.8). Sabemos que devemos caminhar, mas não temos total certeza de como será a caminhada. Não é uma questão de planejamento (o qual é sempre bem-vindo), mas de fé diante de coisas que nenhum planejamento pode mensurar. A Aliança precisa crer que Deus realmente quer e fará com que a unidade volte a ser uma virtude essencial para a vida cristã.
Ela parece não buscar apenas teoria. Antes, quer estar com os braços abertos para a missão: amor, serviço e proclamação. Este é o seu lema: “Unidade em missão”. Ele nos afasta dos muros burocráticos das palavras fáceis e das declarações bonitas, mas vazias, bem como do corpo oco dos ajuntamentos sem propósito. Desafio imenso!
A fragilidade da pequena planta é um fato, mas confiamos no Jardineiro, que não tem medo do trabalho e é o mais interessado em que a planta se torne uma árvore frondosa.