Blog da Igreja Presbiteriana Independente da Lapa. Visite-nos! Será bem vindo! Rua Domingos Rodrigues, 306 - Lapa
Mostrando postagens com marcador Colossenses 2:14. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colossenses 2:14. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 30 de maio de 2012
A cruz cravejada de notas de débito
revista / edicao 335 / a-cruz-cravejada-de-notas-de-debito
O que Deus perdoou?
Todos os nossos pecados
Todas as nossas falhas
Todos os nossos deslizes
O que Deus fez?
Aboliu, anulou, apagou
Cancelou, deixou de lado, destruiu
Eliminou, fez desaparecer, reduziu a nada
Removeu, riscou, suprimiu
O que Deus cancelou?
O documento contrário a nós
A condenação que pesava sobre nós
O título da dívida que havia contra nós
O documento manuscrito que era contra nós
O comprovante da nossa dívida
Que fim Deus deu ao título de dívida?
Depois de anular
Depois de cancelar
Depois de remover
Depois de riscar
Deus encravou tudo na cruz!
Fonte: Colossenses 2.14 em diferentes versões
terça-feira, 29 de maio de 2012
Em Cristo não somos caloteiros
revista / edicao 335 / em-cristo-nao-somos-caloteiros
Em poucas palavras, o teólogo brasileiro Alfredo Borges Teixeira (1878–1975) explica o sacrifício vicário do Filho unigênito de Deus: “A Jesus foram imputados os pecados dos homens e aos homens foi imputada a justiça de Jesus”.
Há uma dupla transferência: a culpa pelos nossos pecados do passado, do presente e do futuro passa para Jesus e a justiça dele é transmitida a nós. Há uma substituição: Jesus recebe em nosso lugar a justa retribuição que nossos pecados merecem. O resultado é a eliminação definitiva e irrevogável da nossa culpa pelo cumprimento da punição que ela merece. Esse gesto de maravilhosa graça proporciona a libertação da culpa do pecado. Quando o pecador conhece e aceita a oferta de salvação, é salvo e deixa de ser réu.
O livramento, embora planejado antes da fundação do mundo (1Pe 1.20) e da queda do homem e anunciado progressivamente no Antigo Testamento, se concretiza na Sexta-Feira da Paixão, entre o meio-dia e as três horas da tarde, em uma colina fora dos muros de Jerusalém, chamada de Lugar da Caveira, Calvário ou Gólgota (em aramaico). Entre os acontecimentos misteriosos e aterrorizantes que se deram durante ou logo após a crucificação de Jesus (escuridão, tremor de terra e abertura de túmulos, dos quais saíram alguns mortos), o mais significativo foi o rompimento do véu do templo, que se rasgou de cima a baixo (Mt 27.51). Este sinal demonstra o sucesso do sacrifício expiatório de Jesus e confirma todos os seus sete “Eu sou”, notadamente, o “Eu sou a porta” (Jo 10.7), “Eu sou o bom pastor” (Jo 10.14) e “Eu sou o caminho” (Jo 14.6).
Por causa da morte vicária, João Batista apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29); o apóstolo João assevera que “o sangue de Jesus, o seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1Jo 1.7); e Paulo garante que Deus perdoou todos os pecados e “riscou essa condenação que pesava sobre as nossas cabeças, anulando-a completamente e pregando-a na cruz sobre a sua própria cabeça” (Cl 2.14).
O fato é que para livrar o pecador da culpa, da dívida, da vergonha, do fardo -- o Cordeiro de Deus assumiu consciente e voluntariamente a culpa, a dívida, a vergonha e o fardo do pecador contrito e sofreu o castigo que era dele.
O complicado cerimonial provisório do Antigo Testamento perdeu o valor por um sacrifício melhor, perfeito e único. Porque o sangue de touros e bodes não pôde, de modo algum, tirar os pecados de ninguém. Jesus, ao entrar na história, declara: “Estou aqui, ó Deus, para fazer a tua vontade”. E porque Jesus Cristo fez o que Deus quis, nós somos purificados do pecado, por meio da oferta de seu corpo uma vez por todas (Hb 10.5-14).
Para ser salvo sem a obra vicária de Cristo, o ser humano precisaria obedecer à lei de Deus sem nem um deslize sequer, o que nunca aconteceria. Ou, então, pagar a dívida contraída pela desobediência, o que ninguém conseguiria nem nesta vida nem nas chamadas reencarnações. Deus não aceita boas obras como pagamento da dívida. A única solução está na obediência ativa e passiva à lei divina, que Cristo realizou no lugar do pecador.
Alfredo Borges Teixeira explica que a obediência “ativa” de Cristo consiste no fato de ele nunca ter pecado e a obediência “passiva” de Cristo consiste no fato de Jesus ter sido obediente até a morte vicária, por meio da qual a cortina que separava o absolutamente santo do absolutamente pecador se rasgou. Essa obediência é o cobertor da salvação, ou o manto da justiça, com o qual fomos eficazmente cobertos. Em Cristo não somos mais caloteiros!
Assinar:
Postagens (Atom)