sexta-feira, 1 de março de 2013

A PURIFICAÇÃO DO TEMPLO

E Jesus disse-lhes: "Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vocês fizeram dela um "covil de ladrões". Marcos 11-17

Assim que entrou em Jerusalém, e antes de tomar qualquer atitude, Jesus foi ao templo "observar tudo à sua volta" (versos 11). Porque era tarde, ele e os doze discípulos saíram da cidade para pernoitar.

Assim, ele teve tempo para refletir sobre o que tinha visto e que o havia chocado profundamente - o comércio no santuário de Deus, o centro da vida religiosa de Israel.

O negócio dos cambistas estava relacionado ao tributo a ser pago no templo e aos mercadores que vendiam animais para os sacrifícios. Essa atividade lucrativa havia se tornado um monopólio nas mãos dos sumos sacerdotes e gerado uma exploração flagrante dos peregrinos pobres, transformando a casa de oração de Deus em covil de salteadores, como afirmou Jesus, citando Isaías e Jeremias.

Então ele agiu com violência calculada. João diz que ele fez um chicote de cordas, que parece claro que ele usou para atingir os animais "ovelhas e bois" (João 2-15), e não as pessoas. Além disso, ele virou as mesas usadas pelos cambistas e os que vendiam pombas, e impediu que as pessoas carregassem mercadorias pelos pátios do templo. O retrato que os evangelistas estão pintando de Jesus recebe agora uma perspectiva mais abrangente. O Cristo que entrou humildemente em Jerusalém e que chorou sobre ela por causa de sua cegueira deliberada, agora faz estalar o chicote, um simbolo do juízo. Somente depois de termos visto lágrimas em seus olhos é que estamos prontos para ver o chicote em sua mão. (extraído de Meditações John Stott - para saber mais leia Marcos capítulo 11 versículos 15 a 18)


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