domingo, 9 maio , 2010 • Categoria: Editoriais Externos, Editoriais Internos (Boletim)
O estadista americano, Abraão Lincoln,
décimo sexto presidente dos Estados Unidos, afirmou que as mãos que
embalam o berço, governam o mundo. Mesmo tendo perdido sua mãe muito
cedo, Lincoln disse que tudo o que era e tudo o que viria a ser devia à
sua mãe. John Maxwell, o maior expoente sobre liderança cristã, na
atualidade, afirmou que liderança é, sobretudo, influência. Ser mãe é
ser líder, pois ninguém influencia os filhos mais do que as mães. A mãe
carrega os filhos no coração, no ventre, nos braços, no bolso, nos
sonhos. Em face disso, quero destacar quatro pontos importantes:
1. Mãe, uma pessoa que influencia os filhos pela oração
– Muitas mães influenciaram decisivamente a vida de seus filhos pela
oração. Ana orou por Samuel antes dele nascer e o consagrou a Deus
depois que ele nasceu. A mulher Cananéia não desistiu de rogar a Jesus
por sua filha e prevaleceu pela oração. Mônica orou por Agostinho trinta
anos até vê-lo salvo. Ambrósio disse mais tarde que um filho de tantas
lágrimas não poderia se perder. Suzana Wesley, mesmo tendo dezenove
filhos, dos quais apenas nove chegaram à fase adulta, tirava uma hora
por dia para interceder pelos filhos. Essa mãe orou pelo reavivamento
espiritual da Inglaterra e Deus levantou seu próprio filho João Wesley
para dar início àquele despertamento. Hoje, precisamos de mães que ousem
interceder pelos seus filhos e que jamais abram mão de vê-los no altar
do Senhor.
2. Mãe, uma pessoa que influencia os filhos pelo ensino da Palavra
– A mãe é uma educadora. A palavra da sabedoria e a instrução da
verdade devem estar em seus lábios. Eunice e Lóide ensinaram a Timóteo
as sagradas letras desde a sua infância. Essas sagradas letras o
tornaram sábio para a salvação. Joquebede ensinou Moisés em sua infância
e ele veio a se tornar o maior líder da história de Israel. A Palavra
de Deus diz que esse ensino precisa ser respaldado pelo exemplo, uma vez
que o exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única maneira
eficaz de fazê-lo. Antes de inculcar nos filhos a Palavra, essa Palavra
precisa estar em nosso coração. Precisamos de mães educadoras, de mães
que invistam tempo no ensino da Palavra a seus filhos.
3. Mãe, uma pessoa que influencia os filhos pela piedade
– Há muitas pessoas que têm um alentado conhecimento da Palavra, mas
não são piedosas. Há outras que têm uma agenda robusta de oração, mas
são desprovidas de piedade. Precisamos de mães firmes na Palavra,
comprometidas com a oração, mas, também, mães que reflitam na vida a
beleza de Cristo. Precisamos de mães que transformem conhecimento em
vida, teologia em piedade, mães que sejam cheias do Espírito Santo.
Precisamos de mães que sejam prudentes no falar, irrepreensíveis na
conduta, sensatas no agir e paradigma dos fiéis na santidade. Precisamos
de mães que influenciem seus filhos a andar com Deus.
4. Mãe, uma pessoa que influencia os filhos pela correção
– Muito embora, a disciplina dos filhos seja da responsabilidade do
pai, a mãe também exerce com legitimidade essa função. Uma mãe nem
sempre dá aos filhos o que eles querem, mas o que eles precisam. O papel
da mãe como educadora não é agradar sempre os filhos, mas prepará-los
para a vida, ensinando-os a amar a Deus e a serem responsáveis na vida. A
disciplina é um ato responsável de amor. A disciplina pode no momento
trazer lágrimas e dor, mas ao fim produz os frutos da justiça. A mãe
precisa corrigir os filhos também preventivamente, alertando-os para os
perigos que os cercam. Como a águia, a mãe deve colocar o ninho dos seus
filhos nos lugares altos, longe dos predadores (Jó 39.27,28).
Rev. Hernandes Dias Lopes


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