quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O desafio da transparência



Não deveríamos nos conformar com nossos joguinhos psicológicos, com nossas falas dúbias, com nossas opiniões interesseiras e com nossas falsas motivações. Somos filhos da luz, e “tudo que é exposto pelo luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas”. (Ef 5.13). Ao contrário de adotar a mediocridade da conveniência deveríamos produzir frutos da luz: “bondade, justiça e verdade” (5.9).

Na “era do parecer” o “ser” é artigo de luxo. Lemos livros de auto-ajuda, respondemos testes de personalidades, esforçamo-nos no marketing pessoal. Mas é como se limpássemos o copo por fora, sem lavá-lo por dentro. O vírus da falsidade continua lá, sem ser incomodado.

Estamos mergulhados em um profundo sono das variações de sombra que a mentira nos traz. Dormimos, e já não lembramos mais como é bom ser verdadeiro e transparente, como é saudável mostrar-se, inteiro, claro, sem complexos de inferioridade ou superioridade, à luz da pessoa de Cristo. Daí o grito de Paulo: “desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti” (5.14).

Que Deus me ajude a resistir à tentação da vida pintada só por fora (seja religiosa ou não). Que eu busque a vida formada por dentro, nas entranhas, pelo Espírito.

Se conversão é abandonar o caminho das trevas e seguir o caminho da luz (5.8; 1 Pe 2.9), que eu me converta todos os dias ao Pai das Luzes.

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