"onde está, pois, a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?" (Jó 17-15).
Li a respeito de Viktor Emil Frankl, psiquiatra e psicólogo austríaco, preso em 1942 por pertencer à corrente judaica socialista marxista, justamente a classe dos judeus mais odiada por Adolf Hitler.
Viktor Emil Frankl passou por quatro campos de concentração, inclusive os de pior fama como o de Therezin e o de Auschwitz. Durante os anos de cativeiro Frankl teve a sustentá-lo seu grande interesse pelo comportamento humano e concluiu depois que este interesse o havia salvo e que aqueles companheiros de prisão que tinham uma esperança e davam um significado a suas vidas predominavam entre os sobreviventes da selvageria, da fome e das torturas a que todos eram submetidos.
A Esperança os mantinha vivos.
Quando perdemos a Esperança fracassamos. Entregamo-nos. Prostramo-nos.
Abrahan Lincoln, homem que palmilhou os mais ingremes solos dos vales da vida, disse: "A probabilidade de fracassar na luta não pode deter o impulso de combater pela causa justa".
Quanta gente vivendo sem esperança. Os sofrimentos das doenças graves. As fortes crises financeiras. O fracasso.
Os sonhos desabam de forma impiedosa. A vida vai perdendo a razão à medida que os dias vão passando.
As palavras do patriarca Jó numa profunda crise existencial: "Os meus dias são mais velozes do que a laçadeira do tecelão, e se findam sem esperança" (Jó 7-6)
A morte ronda muitas mentes e vidas.
A Esperança para viver ou morrer está em Deus: "Toda nossa esperança está no Senhor. E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança (Salmo 39-7) [Superando as Crises da Vida]
extraído do boletim 123 - IPI da Lapa - 02.05.2010
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