quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A IGREJA PRÓSPERA

por Presb. Odair Martins

Há uma história de uma cidade pequena em que morava pouca gente e que foi atacada por um exército de um poderoso. A cidade poderia ter sido salva, porque ali vivia um homem pobre, mas inteligente. Ele era tão inteligente que poderia ter salvado a cidade, mas ninguém se lembrou dele. Assim, muitas vezes temos deixado de dar ouvidos às pessoas pobres e humildes, que são muito inteligente e que poderiam nos livrar.

Mas, no mundo em que vivemos, os valores são diferentes. Nos jogos eletrônicos, quem mata o seu adversário é o vencedor. Em nosso mundo, a regra geral é a de querer levar vantagem em tudo. Contudo, no reino de Deus os valores são outros. 

Recentemente, um jornal publicou uma reportagem apresentando as vantagens de se abrir uma igreja. Diziam que bastam R$ 418,00 para criar uma igreja, ao mesmo tempo em que o estado está legalmente impedido de interferir, tendo em vista o parágrafo 1º do Artigo 44 do Codigo Civil, que diz: "São livres a criação e a organização religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento".

A reportagem acrescentava: "A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo".

Após seguir passo a passo a "via crucis" burocrática para sua legalização, uma instituição religiosa pode dizer: "agora já podemos gozar plenamente do júbilo proporcionado pela imunidade tributária". Mas será que, no Reino de Deus, são estes os valores que imperam?

No livro de Mateus, vemos que Jesus falou a um homem rico que não aceitou mudar sua vida e não seguiu a Jesus. Depois, Jesus falou a outro homem rico, cobrador de impostos, que de imediato deixou tudo e o seguiu. Podemos dizer que os valores dos nossos dias são idênticos ao do primeiro homem. Os fariseus deste reino em que vivemos não querem mudanças e não admitem uma transformação. para eles, tudo deve ficar como está. 

A igreja não é apenas uma organização ou uma empresa. Ela é mais do que isso; é um organismo vivo, o corpo de Cristo. Jesus não colocou nenhum ser humano como base de sua igreja; Ele, o próprio Cristo, é o fundamento e nós, pedras vivas.

A igreja não tem como missão comemorar datas importantes ou promover cultos bonitos. Sua missão é a pregação da Palavra de Deus. Igreja própera é aquela que se propõe a ganhar almas para Jesus. Assim, ela cresce em todas direções. Igreja própera é aquela cuja prioridade é ganhar os perdidos onde quer que estejam. A verdadeira prosperidade não consiste em riquezas, mas no desprezo ao mundo e seus valores.

extraído do jornal "O Estandarte"


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