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domingo, 17 de junho de 2012
Pressa, tempo e doçura
ESPIRITUALIDADE -
Scheila dos Santos Dreher *
Jason Nelson
Asabedoria popular costuma dizer que “a pressa é inimiga da perfeição”. Assim é no trânsito, por exemplo. Pressa não combina também, num primeiro momento, com família, relações de afeto e de amizade, vida em comunidade e em sociedades democráticas. Há certos processos e vivências que precisam de tempo, ainda que seja necessário, por vezes, ter pressa na iniciativa e na mudança de atitude.
Por que a pressa, Maria?
De onde vêm tua disposição de tempo e tua doçura?
Maria recebeu do mensageiro de Deus a notícia de que ficaria grávida pelo poder do Espírito Santo e daria à luz o Filho de Deus. Na mesma ocasião, tomou conhecimento da gravidez de sua parenta Isabel, já idosa, “porque para Deus nada é impossível”. Sua resposta foi a entrega completa de sua vida aos desígnios de Deus.
“Alguns dias depois, Maria se aprontou e foi depressa para uma cidade que ficava na região montanhosa da Judeia” (cf. Lucas 1.39-56). Maria tinha pressa para encontrar-se com Isabel e alegrar-se com ela. Maria tinha pressa para auxiliá-la na lida da casa e nos preparativos para a espera do bebê, visto que Isabel já estava no sexto mês de gravidez. Maria teve pressa para dedicar-se ao que realmente era importante naquele momento: para a cumplicidade na fé, na alegria e na solidariedade. Junto a Isabel, Maria teve tempo. Ficou com Isabel mais ou menos três meses. Maria faz-nos ver a importância de eleger prioridades.
O encontro entre Maria e Isabel fez brotar do coração de ambas genuíno louvor a Deus. “Você é feliz, [Maria], porque acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse”, exclamou Isabel, sentindo o bebê movimentar-se em seu útero. Maria louvou a Deus com todo o seu ser, porque experimentou, ela própria, sua ação amorosa e surpreendente.
Deus não escolheu para ser mãe de seu Filho uma das moças importantes de sua época, da esfera política ou religiosa, mas uma jovem desconhecida, pobre e humilde, uma “Maria ninguém”. Maria louvou a Deus porque ele “se lembrou” dela; louvou-o porque ele agiu na vida de seu povo com tal bondade, destronando os poderosos e colocando os humildes em altas posições. Essa foi também a razão do canto de Ana, a mãe de Samuel, quando Deus lhe concedeu um filho (1 Samuel 2.1-10).
Daí a referência de Martim Lutero a Maria como “a doce mãe de Cristo” em seu texto ao príncipe João Frederico, no ano de 1521, quando lhe apresentou uma explicação do canto de louvor de Maria – o Magnificat – a seu pedido. A “doçura” de Maria está em permanecer humilde mesmo com a ciência de ter sido lembrada por Deus. A sua “doçura” revela-se também certamente na pressa para a companhia e o serviço à parenta grávida e na disposição de tempo para estar com ela ainda que carregue em seu ventre o Filho de Deus.
A atitude de Maria faz-nos perceber situações que exigem, de nossa parte, pressa e, concomitantemente, tempo e doçura, para a oração e a ação: pressa no socorro e no apoio às vítimas das enchentes e desmoronamentos ou da seca em diferentes estados brasileiros; às milhares de vítimas em função do terremoto, do tsunami e do vazamento em usina nuclear no Japão; pressa para a mudança política, econômica e social em muitos países; pressa para investir numa educação de qualidade que priorize a formação de pessoas cidadãs comprometidas com a sociedade na qual vivem. Nesse sentido, vale lembrar o que disse o reformador Martim Lutero referindo-se ao cântico de Maria: “Todos os que quiserem governar bem e ser boas autoridades devem aprender bem e guardar na memória aquele cântico”.
Bem perto de nós também se faz necessária pressa para socorrer pais e mães já idosos, tempo e doçura para os cuidados que a vida na terceira idade requer; pressa e tempo para estar com os filhos e as filhas pequenos e jovens e doçura para acompanhá-los em seu crescimento e desenvolvimento; pressa, tempo e doçura para relacionamentos mais verdadeiros e duradouros; pressa para ir ao culto e tempo para estar com as pessoas que partilham da mesma fé; pressa, tempo e doçura para a construção de comunidades mais inclusivas, dinâmicas e solidárias.
Quando os pastores de ovelhas souberam do nascimento de Jesus, eles foram depressa a Belém para adorar o menino Deus nascido numa estrebaria (Lucas 2.16). As mulheres, primeiras testemunhas da ressurreição, com medo, mas alegres, foram depressa anunciar o Cristo vivo (Mateus 28.7s). A palavra de Deus traz tamanha novidade, que nos desinstala e nos coloca em movimento: Faz ter pressa, tempo e doçura!
* Mestra em Teologia, pastora da IECLB em Campo Novo do Parecis (MT)
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Teologia da prosperidade - um veneno nos programas evangélicos
palavra do leitor
16 de maio de 2012- Visualizações: 69
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É interessante como a maioria dos pastores midiáticos são adeptos da teologia da prosperidade, algo comum entre os midiáticos americanos, talvez a explicação se deva ao desejo de quererem manter seus programas, os quais são cobrados grandes fortunas.
Em nome desta manutenção, a lógica maquiavélica de que "os fins justificam os meios" tem tomado o lugar do evangelho na mente deste lideres, que tem comprometido a mensagem e tornado os seus "ministérios" um fim em si mesmo.
Quanto a mensagem é comprometida, vale lembrar as palavras do Pe. Antonio Vieira em seu sermão da sexagésima: "Quando as palavras de Deus são separadas da Palavra de Deus, tornam-se palavras do diabo." Infelizmente o muito que se passa nos programas tidos como evangélicos hoje, não passam de "palavras do diabo".
Uma teologia que torna Deus em um ídolo,despersonificando-o e despindo-o de sua soberania e assim domesticando-o para torná-lo em um mecanismo para se obter aquilo que se deseja é maligna, mesmo que para isso faço uso da Bíblia. Lembremos da tentação de Jesus, quando o diabo faz uso da palavra de Deus (Sl 91) para tentá-lo.
A igreja como coluna e firmeza da verdade(1 Tm. 3.15) não pode tolerar aqueles que em nome de Cristo anunciam um evangelho que não é o evangelho de Cristo, pois são pregadores comprometidos com consigo mesmos, onde não há espaço para cruz, nem para o Deus revelado em Jesus Cristo; por isso devemos lidar com os obreiros corrompidos da mesma forma como a igreja de Éfeso lidou com os falsos apóstolos de sua época: "Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos." (Ap 2:2)
Nosso chamado de anunciar Cristo ao mundo, também exige que protestemos contra toda mensagem e mensageiro que corrompe o evangelho de Cristo, assim como os reformadores fizeram na Idade Média. Não podemos permitir que em nome da unidade ou do amor, nos omitamos de nossa vocação kerigmatica.
Qualquer discurso de unidade que tolere um falso evangelho, não é sobre unidade, nem sobre amor, mas sobre conveniência e tolerância, algo que não encontramos nas Escrituras, pois não tolera o pecado, o falso e tudo aquilo que se opõe a Deus!
Minha oração é que o grande mal que muitos destes programas difusores da teologia da prosperidade causaram, causam e causarão possa ser sanado com o evangelho de Cristo, da mesma forma que quando a farinha foi posta na panela envenenada sarou-a (2 Rs 4:40-44). E que tais mensageiros sejam convencidos de seus erros, arrependam-se e prossigam proclamando Cristo ao mundo!
Naquele que tem a espada de dois gumes saindo de sua boca,
Zé Bruno
Em nome desta manutenção, a lógica maquiavélica de que "os fins justificam os meios" tem tomado o lugar do evangelho na mente deste lideres, que tem comprometido a mensagem e tornado os seus "ministérios" um fim em si mesmo.
Quanto a mensagem é comprometida, vale lembrar as palavras do Pe. Antonio Vieira em seu sermão da sexagésima: "Quando as palavras de Deus são separadas da Palavra de Deus, tornam-se palavras do diabo." Infelizmente o muito que se passa nos programas tidos como evangélicos hoje, não passam de "palavras do diabo".
Uma teologia que torna Deus em um ídolo,despersonificando-o e despindo-o de sua soberania e assim domesticando-o para torná-lo em um mecanismo para se obter aquilo que se deseja é maligna, mesmo que para isso faço uso da Bíblia. Lembremos da tentação de Jesus, quando o diabo faz uso da palavra de Deus (Sl 91) para tentá-lo.
A igreja como coluna e firmeza da verdade(1 Tm. 3.15) não pode tolerar aqueles que em nome de Cristo anunciam um evangelho que não é o evangelho de Cristo, pois são pregadores comprometidos com consigo mesmos, onde não há espaço para cruz, nem para o Deus revelado em Jesus Cristo; por isso devemos lidar com os obreiros corrompidos da mesma forma como a igreja de Éfeso lidou com os falsos apóstolos de sua época: "Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos." (Ap 2:2)
Nosso chamado de anunciar Cristo ao mundo, também exige que protestemos contra toda mensagem e mensageiro que corrompe o evangelho de Cristo, assim como os reformadores fizeram na Idade Média. Não podemos permitir que em nome da unidade ou do amor, nos omitamos de nossa vocação kerigmatica.
Qualquer discurso de unidade que tolere um falso evangelho, não é sobre unidade, nem sobre amor, mas sobre conveniência e tolerância, algo que não encontramos nas Escrituras, pois não tolera o pecado, o falso e tudo aquilo que se opõe a Deus!
Minha oração é que o grande mal que muitos destes programas difusores da teologia da prosperidade causaram, causam e causarão possa ser sanado com o evangelho de Cristo, da mesma forma que quando a farinha foi posta na panela envenenada sarou-a (2 Rs 4:40-44). E que tais mensageiros sejam convencidos de seus erros, arrependam-se e prossigam proclamando Cristo ao mundo!
Naquele que tem a espada de dois gumes saindo de sua boca,
Zé Bruno
A ESCOLHA É SEMPRE SUA
Você é o resultado das suas escolhas. Peter Mason
V ocê pode se ressentir da quantidade de trabalho que tem à sua frente ou você vai se envolver nesse trabalho e usa-lo como uma magnifica oportunidade de criar um grande valor. Você pode examinar cada retrocesso como uma punhalada fatal sobre os seus sonhos ou você pode aprender com os altos e baixos e assim ver acontecer as realizações dos seus sonhos se tornarem muito mais valiosa em função dos desafios que você teve que enfrentar.
Você pode decidir em sua mente que está todo mundo querendo te apanhar e se retirar para uma vida de sustos e temores ou você pode se lançar em meio ao confuso, embaralhado, empolgante e gratificante mistura que cada momento lhe traz e assim encontrar um real tesouro nisso tudo.
Você pode se sentar, esperar, reclamar e convencer a si mesmo que as coisas nunca irão melhorar ou você pode entusiasticamente fazer da vida – pela graça de Deus – o melhor que você possa. Em todo o tempo, em qualquer situação, você sempre tem uma escolha. Que essa escolha possa refletir uma profunda gratidão por tantas coisas boas que já aconteceram na vida hoje. A escolha é sempre sua!
Você pode decidir em sua mente que está todo mundo querendo te apanhar e se retirar para uma vida de sustos e temores ou você pode se lançar em meio ao confuso, embaralhado, empolgante e gratificante mistura que cada momento lhe traz e assim encontrar um real tesouro nisso tudo.
Você pode se sentar, esperar, reclamar e convencer a si mesmo que as coisas nunca irão melhorar ou você pode entusiasticamente fazer da vida – pela graça de Deus – o melhor que você possa. Em todo o tempo, em qualquer situação, você sempre tem uma escolha. Que essa escolha possa refletir uma profunda gratidão por tantas coisas boas que já aconteceram na vida hoje. A escolha é sempre sua!
Nélio DaSilva
Para Meditação:
Não temerá más noticias; o seu coração está firme e nada temerá. Salmos 112:7
quinta-feira, 14 de junho de 2012
ESFORÇO SEM ESFORÇO
Por trás das
picuinhas e considerações com o ego estão as magníficas, inúmeras e
maravilhosas possibilidades; por trás das prioridades invertidas e controle
egoísta, estão as habilidades para positivamente influenciar – praticamente –
tudo. Fred Smith
Um esforço se torna esforço nenhum quando é motivado por um
profundo e atraente propósito. As realizações acontecem relativamente com
facilidade e naturalidade quando estão em harmonia com aquilo que você é.
O medo desaparece quando você passa a compreender que as coisas que verdadeiramente são suas, jamais poderão ser tiradas de você. A criatividade floresce com cada momento investido em gratidão pela maravilha da vida que Deus lhe deu e pela abundância que esta vida lhe oferece.
A vida passa a conspirar a seu favor na medida em que você passa dar à vida significado e propósito. Hoje – ainda hoje – você pode parar de lutar contra os seus medos que tentam lhe paralisar. Peça a Deus a ousadia que você precisa a fim de tocar no seu mais profundo propósito porque ao fazer isso você estará experimentando o melhor que a vida pode lhe oferecer: um esforço sem esforço.
O medo desaparece quando você passa a compreender que as coisas que verdadeiramente são suas, jamais poderão ser tiradas de você. A criatividade floresce com cada momento investido em gratidão pela maravilha da vida que Deus lhe deu e pela abundância que esta vida lhe oferece.
A vida passa a conspirar a seu favor na medida em que você passa dar à vida significado e propósito. Hoje – ainda hoje – você pode parar de lutar contra os seus medos que tentam lhe paralisar. Peça a Deus a ousadia que você precisa a fim de tocar no seu mais profundo propósito porque ao fazer isso você estará experimentando o melhor que a vida pode lhe oferecer: um esforço sem esforço.
Nélio DaSilva
Para Meditação:
E é por intermédio
de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos
capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a
nossa suficiência vem de Deus. I Coríntios 3:4,5
O Homem do Futuro e a Graça atemporal
O Homem do Futuro e a Graça atemporal
Eu acabei de assistir (novamente) o filme O Homem do Futuro, com o excepcional ator Wagner Moura e a ótima Alinne Moraes. Pra quem já viu é inevitável a comparação com “Efeito Borboleta” e com a trilogia “De Volta para o Futuro”. Zero é o personagem de Wagner Moura, que aprende, do modo mais difícil, que não se deve mudar o passado.
Mas é claro que minha intenção não é fazer aqui uma crítica do filme. É que ele me fez pensar. Eu não sou a maior especialista do mundo em física quântica, mas a premissa básica do filme se baseia no princípio de que o passado deve acontecer exatamente da forma que aconteceu para que o futuro seja garantido.
E aí, claro eu “viajei”. A graça tem essas coisas, de me inspirar nos meios mais improváveis. Na história ele tenta mudar o passado, para ficar com a mocinha, e acaba se tornando um mesquinho e manipulador ditador do futuro. Então me lembrei da Graça. Precisamos entender que quem somos hoje é fruto do passado que vivemos (e do sacrifício de Jesus naquela cruz). E isso nos faz ver o passado e até o presente em perspectiva. Se confiamos na Graça, podemos ficar tranquilos que tudo o que acontece, aconteceu e acontecerá conosco não foge do controle de Deus. Ele é soberano e, por enxergar tudo como se fosse o presente, sabe exatamente que o evento A vai gerar um fruto B, mesmo que tenhamos que passar por sofrimentos indescritíveis entre os dois períodos.
O personagem João precisou se tornar Zero para ser feliz. É o que ele mesmo aprende. Ele precisava ser humilhado pra ficar com a garota. Ele precisava ser humilhado para ter o caráter aperfeiçoado. Ele precisava ser Zero para ser alguém. Não que todos nós tenhamos que passar por humilhação pública para termos bom caráter. Mas, por experiência própria, e de tanto ler por aí, eu sei que o sofrimento produz um caráter mais forte. Aliás, isso está na Bíblia, não é mesmo? Vejam as palavras de Paulo: “E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.3-5).
O que o “Homem do Futuro” aprendeu, na verdade, Jesus já havia nos ensinado:
“Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?“Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir?’. Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.”Mateus 6.25-32
Esses versículos parecem não estar relacionados ao que eu estou dizendo, mas na verdade estão intrinsecamente conectados. Nós nos lamentamos pelo passado, porque não podemos mudá-lo, e nos lamentamos pelo futuro, porque não temos como controlá-lo. Mas, na verdade, a Bíblia nos mostra todo o cuidado de Deus. E Ele nos mostra que quem controla o tempo é Ele – ainda bem!. Estão aí “O Homem do Futuro” e “Todo Poderoso” para nos lembrar disso.
Se aprendermos a viver pelo presente, deixando para o passado apenas as lembranças, e para o futuro apenas as esperanças, mas sabendo que a Graça nos basta em tudo, a nossa vida pode ser plena e feliz.
Que vivamos pela Graça, e apenas por ela.
__________
Dani Nogueira, 23 anos, mora em Belo Horizonte (MG), é fonoaudióloga e escreve pro blog Trintaetrês.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
BUSQUE UMA RAZÃO
Só
é realmente velho aquele que viveu mais do que o seu próprio entusiasmo.
Henry David Thoreau
Existe uma razão para
tudo. Quando você assume controle das razões, você passa a ganhar uma maior
compreensão dos resultados. Se o que você deseja é obter o respeito das
pessoas, dê a essas pessoas uma real, honesta e positiva razão para que eles
venham te respeitar.
Dinheiro é ganho por uma razão. As pessoas são atraídas a outras pessoas por uma razão. Negócios crescem e pessoas se tornam bem sucedidas por uma razão.
Uma vez que você tenha encontrado a razão, fica muito mais fácil criar a causa e o resto é pura consequencia. Aquilo que Deus graciosamente te deu em termos de recursos, seja de ordem financeira, intelectual, social, espiritual, compartilhe com outros porque todos esse benefícios virão de volta a você.
Dinheiro é ganho por uma razão. As pessoas são atraídas a outras pessoas por uma razão. Negócios crescem e pessoas se tornam bem sucedidas por uma razão.
Uma vez que você tenha encontrado a razão, fica muito mais fácil criar a causa e o resto é pura consequencia. Aquilo que Deus graciosamente te deu em termos de recursos, seja de ordem financeira, intelectual, social, espiritual, compartilhe com outros porque todos esse benefícios virão de volta a você.
Nélio
DaSilva
Para
Meditação:
A
ti, Senhor, elevo a minha alma. Deus meu, em ti confio, não seja eu
envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos. Salmos
25:1
Samaria: Graça e (Des)graça
Era necessário passar por Samaria?
A necessidade de passar pela cidade de Samaria ia além da conveniência ou obrigatoriedade de percorrer tal caminho? Ao passar por Samaria Jesus inclui um povo religiosamente marginalizado.
Depois de sofrer com o domínio do império assírio no ano 722 a.c, Samaria se tornou uma cidade habitada por pessoas de várias nacionalidades, isso devido à característica de domínio do império assírio, que levavam cativos a elite política do povo dominado, e em seu lugar trazia pessoas de varias nacionalidades a fim de enfraquecer qualquer tentativa de reorganização política da nação dominada.*
A estratégia assíria fez com que o povo samaritano passasse a ser constituído por pessoas que desconheciam o Deus de Israel, sua lei e suas promessas. Alem da ocupação, os samaritanos sofreram com uma descaracterização de sua identidade como povo; suas crenças, seus costumes, e sua história foram fortemente abaladas pela política de ocupação dos Assírios.**
Nos tempos de Jesus, Samaria era uma cidade que não mais tinha ligação religiosa com o verdadeiro culto ao Senhor. Seus habitantes eram pessoas que tinham uma visão distorcida da adoração a Deus. Contudo, parecia haver um sincero desejo dos samaritanos de adorar a Deus: “nossos pais adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”, disse a mulher samaritana.
A declaração da mulher samaritana nos revela que havia um tipo de “tome posse irmão!” por parte dos samaritanos naquela época. Os samaritanos acreditavam que eram “detentores” do direito de adorar por morarem em Samaria, visto que as cercanias de Samaria foram alvos de promessas de Deus relacionadas à adoração e sacrifícios ao Senhor anteriormente. (Juízes 9.7 e Deuteronômio 12.5-11)
O caso da mulher samaritana nos revela uma Samaria multicultural – uma cidade de “gentios” para os judeus-. Os que escaparam da deportação assíria não conseguiram ensinar sobre a verdadeira adoração ao Senhor para os que foram levados para lá, e os que chegaram, por sua vez, levaram costumes e crenças típicas de seus países de origem. Nessa época, os judeus não toleravam os “não-judeus” como adoradores de Deus. Jesus, porem, não condenou a adoração dos samaritanos, Ele disse: “Vós adorais o que não sabeis”.
Com essa declaração, Jesus, valida a adoração samaritana, porem, os adverte que eles adoravam sem saber ao certo a quem adoravam. Jesus vai mais além, ele rompe com uma barreira colossal de intolerância étnico/social/religiosa, e estabelece um novo patamar para a adoração a Deus: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.
Agora, não é mais a posição demográfica que importa na adoração, nem a nacionalidade, nem a posição religiosa, mas sim o adorar sinceramente e unicamente a Deus.
Certamente poderíamos citar vários outros motivos de Jesus ter escolhido passar por Samaria, inclusive o da conveniência de percorrer tal caminho. Mas atemo-nos a este: A revelação do Cristo a um povo marginalizado.
Deus se importa em se revelar ao homem. Jesus se revela abertamente para uma mulher a margem de uma sociedade descaracterizada. Não foi só isso, Jesus se revelou para essa mulher como não costumava fazer nem para os judeus: “Eu o sou, eu que falo contigo”. Quanto maior o nível de escuridão que um homem (Mulher, no caso) sincero se encontre, maior o clarão da luz de Deus. Era necessário passar por Samaria. Aleluia!
*2 Reis 17. 24
**2 Reis 17. 29,33, 41
A necessidade de passar pela cidade de Samaria ia além da conveniência ou obrigatoriedade de percorrer tal caminho? Ao passar por Samaria Jesus inclui um povo religiosamente marginalizado.
Depois de sofrer com o domínio do império assírio no ano 722 a.c, Samaria se tornou uma cidade habitada por pessoas de várias nacionalidades, isso devido à característica de domínio do império assírio, que levavam cativos a elite política do povo dominado, e em seu lugar trazia pessoas de varias nacionalidades a fim de enfraquecer qualquer tentativa de reorganização política da nação dominada.*
A estratégia assíria fez com que o povo samaritano passasse a ser constituído por pessoas que desconheciam o Deus de Israel, sua lei e suas promessas. Alem da ocupação, os samaritanos sofreram com uma descaracterização de sua identidade como povo; suas crenças, seus costumes, e sua história foram fortemente abaladas pela política de ocupação dos Assírios.**
Nos tempos de Jesus, Samaria era uma cidade que não mais tinha ligação religiosa com o verdadeiro culto ao Senhor. Seus habitantes eram pessoas que tinham uma visão distorcida da adoração a Deus. Contudo, parecia haver um sincero desejo dos samaritanos de adorar a Deus: “nossos pais adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”, disse a mulher samaritana.
A declaração da mulher samaritana nos revela que havia um tipo de “tome posse irmão!” por parte dos samaritanos naquela época. Os samaritanos acreditavam que eram “detentores” do direito de adorar por morarem em Samaria, visto que as cercanias de Samaria foram alvos de promessas de Deus relacionadas à adoração e sacrifícios ao Senhor anteriormente. (Juízes 9.7 e Deuteronômio 12.5-11)
O caso da mulher samaritana nos revela uma Samaria multicultural – uma cidade de “gentios” para os judeus-. Os que escaparam da deportação assíria não conseguiram ensinar sobre a verdadeira adoração ao Senhor para os que foram levados para lá, e os que chegaram, por sua vez, levaram costumes e crenças típicas de seus países de origem. Nessa época, os judeus não toleravam os “não-judeus” como adoradores de Deus. Jesus, porem, não condenou a adoração dos samaritanos, Ele disse: “Vós adorais o que não sabeis”.
Com essa declaração, Jesus, valida a adoração samaritana, porem, os adverte que eles adoravam sem saber ao certo a quem adoravam. Jesus vai mais além, ele rompe com uma barreira colossal de intolerância étnico/social/religiosa, e estabelece um novo patamar para a adoração a Deus: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.
Agora, não é mais a posição demográfica que importa na adoração, nem a nacionalidade, nem a posição religiosa, mas sim o adorar sinceramente e unicamente a Deus.
Certamente poderíamos citar vários outros motivos de Jesus ter escolhido passar por Samaria, inclusive o da conveniência de percorrer tal caminho. Mas atemo-nos a este: A revelação do Cristo a um povo marginalizado.
Deus se importa em se revelar ao homem. Jesus se revela abertamente para uma mulher a margem de uma sociedade descaracterizada. Não foi só isso, Jesus se revelou para essa mulher como não costumava fazer nem para os judeus: “Eu o sou, eu que falo contigo”. Quanto maior o nível de escuridão que um homem (Mulher, no caso) sincero se encontre, maior o clarão da luz de Deus. Era necessário passar por Samaria. Aleluia!
*2 Reis 17. 24
**2 Reis 17. 29,33, 41
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