Blog da Igreja Presbiteriana Independente da Lapa. Visite-nos! Será bem vindo! Rua Domingos Rodrigues, 306 - Lapa
sábado, 21 de janeiro de 2012
O clamor de Habacuque: que o Senhor faça a sua obra no meio da história sem adiá-la para um futuro indeterminado!
revista / edicao 315 / o-clamor-de-habacuque-que-o-senhor-faca-a-sua-obra-no-meio-da-historia-sem-adia-la-para-um-futuro-indeterminado
O
profeta Habacuque foi contemporâneo de Jeremias e viveu numa época de
crescente deterioração moral e espiritual em Judá (o reino do sul). Ele
sabia que o juízo de Deus se aproximava e viria por meio da invasão
babilônica, ocorrida em 586 antes de Cristo. Ele não se conformava com a
iniqüidade do seu povo nem com o avanço de Nabucodonosor.É nesse contexto que aparece o famoso clamor de Habacuque: “Senhor, ouvi falar da tua fama; tremo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).
Lembrando-se dos atos portentosos de Deus na história da nação, principalmente, quem sabe, do êxodo do povo de Israel do Egito, o profeta roga ao Senhor que faça novamente as mesmas obras realizadas no passado. É por essa razão que os crentes costumam usar a oração de Habacuque para clamar a Deus por um avivamento na igreja.
Outras versões das Escrituras ajudam a compreender melhor o clamor de Habacuque:
“Edição Revista e Atualizada” -- “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida”.
“Nova Tradução na Linguagem de Hoje” -- “Faze agora, em nosso tempo, as coisas maravilhosas que fizeste no passado, para que nós também as vejamos”.
“Bíblia Hebraica” -- “Ó Eterno, mantém sempre viva tua obra [Israel] ao longo dos anos [de exílio]. No correr do tempo torna-a reconhecida”.
“Na Edição Pastoral” -- “Ao correr dos anos faze-as [as tuas obras] reviver; manifesta-as no curso dos anos”. (Outras três traduções usam o mesmo verbo ‘reviver’.)
“Bíblia do Peregrino” --“No meio dos anos realiza a tua ação! No meio dos anos, manifesta-a”.
“Bíblia Viva” -- “Nesta hora em que precisamos tanto da ajuda, ajude-nos novamente, como fez no passado! Mostre o seu poder, que pode nos salvar”.
O clamor de Habacuque é definido e preciso quanto ao que pede e quanto à ocasião para a qual pede: “Que o Senhor realize sua ação e a faça perceber no meio da história, sem adiá-la para um futuro indeterminado” (paráfrase de Luís Alonso Shökel).
Essa súplica, feita pessoal e comunitariamente, pode provocar saudáveis reviravoltas no povo de Deus, desde que saia mais do coração do que dos lábios.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Confissões
revista / edicao 315 / confissoes
Não
temos pregado sobre a queda do homem, sobre a doença do pecado, sobre a
sujeira do coração humano, sobre o pecado residente, sobre a lei do
pecado, sobre a predominância do mal na experiência pessoal.
Há muito tempo não temos pregado Jesus Cristo. Fazemos ligeiras menções a ele por força do hábito, para fazer jus ao nome de cristãos. Porém, não abordamos séria e frequentemente seu nascimento sobrenatural, sua dupla natureza humana e divina, seu sacrifício expiatório, sua vitória sobre a morte, sua exaltação ao assentar-se à direita do Pai, e sua parúsia em poder e muita glória. De vez em quando somos obrigados a ouvir o que o Senhor disse ao anjo de Laodicéia: ‘Eis que estou à porta e bato’ (Ap 3.20).
Conversão não significa mais aquela meia-volta que marca o rompimento com o pecado e a incredulidade, aquele nascer de novo sem o qual ninguém pode entrar no reino de Deus, aquela disposição corajosa e continuada de negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir a Cristo sem restrições.
Por não estarmos fazendo clara distinção entre adesão e conversão, estamos trabalhando para aumentar na igreja visível a porcentagem do joio em detrimento da porcentagem do trigo. Se continuarmos assim, muito em breve seremos uma megaigreja de cristãos nominais.
Continuamos muito mais interessados na quantidade do que na qualidade. O crescimento numérico exerce sobre nós um fascínio muito maior do que o crescimento em santidade.
Não temos feito discípulos de Cristo, mas temos ensinado as pessoas a se utilizarem de Cristo e dos benefícios do evangelho egoisticamente.
Não temos conseguido fazer a difícil distinção entre ministério e mero interesse comercial. Produzimos e vendemos Bíblias, livros, revistas, jornais, CDs e DVDs de música e mensagens para edificação dos fiéis, cada vez mais numerosos, e também, em alguns casos, para encher o bolso de dinheiro. Tornamo-nos tão oportunistas quanto os vendilhões do templo e, como eles, estamos transformando a casa de oração num esconderijo de ladrões (Mt 21.13), ou quanto os vendedores de indulgências do século 16, que transformaram a igreja num mercado de salvação.
Não temos colocado nossa motivação à prova. Por ausência de filtro, a verdadeira motivação mistura-se com desejo de projeção pessoal, com sede de poder, com interesses particulares, com ciúmes, invejas e rivalidades.
Temos trocado a direção do Espírito pela política eclesiástica. Compramos votos e vendemos posições. Prestigiamos partidários e colocamos mordaça naqueles que não nos convêm, quase sempre em nome da revitalização da ortodoxia e da espiritualidade.
Não nos humilhamos nem sob a proteção da poderosa mão de Deus. Não esperamos a exaltação que vem do Senhor na medida certa e na ocasião adequada (1Pe 5.6). Esquecemo-nos de que “a desgraça está um passo depois do orgulho” e que “logo depois da vaidade vem a queda” (Pv 16.18, BV). Não temos sido delicados com Jesus Cristo, pois o verdadeiro amigo do Noivo faz propaganda do Noivo e não de si mesmo (Jo 3.30, BV).
Por meio da repressão por demais conservadora e da formulação de um monte de regras e normas, temos destruído a espontaneidade do culto e provocado muitas cisões no Corpo de Cristo. Por meio da contra-repressão por demais liberal e da formulação de um monte de licenças e permissividades, temos destruído a seriedade do culto e provocado muitas cisões no Corpo de Cristo.
Os pastores desencaminham as ovelhas e as fazem perambular por aí. E as ovelhas aumentam o salário de seus pastores para que eles continuem a deixá-las em paz.
Da não ordenação de mulheres, passamos a ordenar um sem-número de mulheres, mais devido ao fato de serem casadas com pastores do que por necessidade e vocação, o que já ocorria com a ordenação masculina.
Não perdoamos os que pecaram, arrependeram-se e receberam de Deus uma ficha totalmente limpa. Porém, em nome de uma graça barata, abrigamos em nossas comunidades os que pecam, não choram nem se arrependem.
Nossa consciência missionária é pobre e inconstante; existe apenas em alguns poucos líderes e em algumas poucas igrejas.
A noção de missão integral, na teoria e na prática, ainda é bastante estranha para muitos pastores, líderes e fiéis.
Não
temos pregado sobre a queda do homem, sobre a doença do pecado, sobre a
sujeira do coração humano, sobre o pecado residente, sobre a lei do
pecado, sobre a predominância do mal na experiência pessoal.Há muito tempo não temos pregado Jesus Cristo. Fazemos ligeiras menções a ele por força do hábito, para fazer jus ao nome de cristãos. Porém, não abordamos séria e frequentemente seu nascimento sobrenatural, sua dupla natureza humana e divina, seu sacrifício expiatório, sua vitória sobre a morte, sua exaltação ao assentar-se à direita do Pai, e sua parúsia em poder e muita glória. De vez em quando somos obrigados a ouvir o que o Senhor disse ao anjo de Laodicéia: ‘Eis que estou à porta e bato’ (Ap 3.20).
Conversão não significa mais aquela meia-volta que marca o rompimento com o pecado e a incredulidade, aquele nascer de novo sem o qual ninguém pode entrar no reino de Deus, aquela disposição corajosa e continuada de negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir a Cristo sem restrições.
Por não estarmos fazendo clara distinção entre adesão e conversão, estamos trabalhando para aumentar na igreja visível a porcentagem do joio em detrimento da porcentagem do trigo. Se continuarmos assim, muito em breve seremos uma megaigreja de cristãos nominais.
Continuamos muito mais interessados na quantidade do que na qualidade. O crescimento numérico exerce sobre nós um fascínio muito maior do que o crescimento em santidade.
Não temos feito discípulos de Cristo, mas temos ensinado as pessoas a se utilizarem de Cristo e dos benefícios do evangelho egoisticamente.
Não temos conseguido fazer a difícil distinção entre ministério e mero interesse comercial. Produzimos e vendemos Bíblias, livros, revistas, jornais, CDs e DVDs de música e mensagens para edificação dos fiéis, cada vez mais numerosos, e também, em alguns casos, para encher o bolso de dinheiro. Tornamo-nos tão oportunistas quanto os vendilhões do templo e, como eles, estamos transformando a casa de oração num esconderijo de ladrões (Mt 21.13), ou quanto os vendedores de indulgências do século 16, que transformaram a igreja num mercado de salvação.
Não temos colocado nossa motivação à prova. Por ausência de filtro, a verdadeira motivação mistura-se com desejo de projeção pessoal, com sede de poder, com interesses particulares, com ciúmes, invejas e rivalidades.
Temos trocado a direção do Espírito pela política eclesiástica. Compramos votos e vendemos posições. Prestigiamos partidários e colocamos mordaça naqueles que não nos convêm, quase sempre em nome da revitalização da ortodoxia e da espiritualidade.
Não nos humilhamos nem sob a proteção da poderosa mão de Deus. Não esperamos a exaltação que vem do Senhor na medida certa e na ocasião adequada (1Pe 5.6). Esquecemo-nos de que “a desgraça está um passo depois do orgulho” e que “logo depois da vaidade vem a queda” (Pv 16.18, BV). Não temos sido delicados com Jesus Cristo, pois o verdadeiro amigo do Noivo faz propaganda do Noivo e não de si mesmo (Jo 3.30, BV).
Por meio da repressão por demais conservadora e da formulação de um monte de regras e normas, temos destruído a espontaneidade do culto e provocado muitas cisões no Corpo de Cristo. Por meio da contra-repressão por demais liberal e da formulação de um monte de licenças e permissividades, temos destruído a seriedade do culto e provocado muitas cisões no Corpo de Cristo.
Os pastores desencaminham as ovelhas e as fazem perambular por aí. E as ovelhas aumentam o salário de seus pastores para que eles continuem a deixá-las em paz.
Da não ordenação de mulheres, passamos a ordenar um sem-número de mulheres, mais devido ao fato de serem casadas com pastores do que por necessidade e vocação, o que já ocorria com a ordenação masculina.
Não perdoamos os que pecaram, arrependeram-se e receberam de Deus uma ficha totalmente limpa. Porém, em nome de uma graça barata, abrigamos em nossas comunidades os que pecam, não choram nem se arrependem.
Nossa consciência missionária é pobre e inconstante; existe apenas em alguns poucos líderes e em algumas poucas igrejas.
A noção de missão integral, na teoria e na prática, ainda é bastante estranha para muitos pastores, líderes e fiéis.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
MUDANÇA DE CONDIÇÕES
Sempre existe uma maneira de chegar onde você deseja chegar. Lembre-se de que cada desafio dá a você a oportunidade de acrescentar preciosos valores ao seu sonho. David Soodman
Mesmo quando as condições mudam para pior, não há necessidade de se desesperar. A cada novo problema, surgem também novas oportunidades. Cada retrocesso representa um novo ponto de partida o qual pode levá-lo a um nível mais elevado de positivas realizações.
Porque as coisas mudaram não é razão para você desistir. Pelo contrário, use esse aparente retrocesso para a busca de um alvo ainda mais significativo. Lembre-se de que, quando as condições mudam, você tem a chance de ver alguns aspectos e nuances que não lhe permitiam ser vistos anteriormente.
Pare por momento, respire fundo, faça uma avaliação real da situação presente e refocalize-se. A seguir, tome um passo ousado numa mais positiva e determinada direção.
Porque as coisas mudaram não é razão para você desistir. Pelo contrário, use esse aparente retrocesso para a busca de um alvo ainda mais significativo. Lembre-se de que, quando as condições mudam, você tem a chance de ver alguns aspectos e nuances que não lhe permitiam ser vistos anteriormente.
Pare por momento, respire fundo, faça uma avaliação real da situação presente e refocalize-se. A seguir, tome um passo ousado numa mais positiva e determinada direção.
Nélio DaSilva
Para Meditação:
Confie no Eterno do fundo do seu coração; não tente resolver tudo sozinho. Ouça a voz do Eterno em tudo que fizer, aonde for. Ele manterá você no melhor caminho. Provérbios 3:5-6
Vivendo a fé numa sociedade cada vez mais descrente, mais pluralista, mais midiática e emocionalmente mais doente
revista / edicao 315 / vivendo-a-fe-numa-sociedade-cada-vez-mais-descrente-mais-pluralista-mais-midiatica-e-emocionalmente-mais-doente
Ultimato 40 anos -- Encontro de Amigos
Quando saiu o primeiro número de Ultimato,
em janeiro de 1968, apenas um dos dez articulistas regulares da revista
tinha mais de 20 anos (Robinson Cavalcanti). Bráulia Ribeiro e
Carlinhos Veiga tinham apenas 5 anos. Os demais eram adolescentes (Mark
Carpenter, Ricardo Barbosa, Ricardo Gondim, Alderi Matos, Paul Freston,
Rubem Amorese e Valdir Steuernagel). Eles substituíram a plêiade de
colaboradores com a qual a revista começou -- Augusto Gotardelo,
Benjamim César, Flamínio Fávero, Henriqueta Rosa Fernandes Braga e Mário
Barreto França, todos já falecidos. Os atuais articulistas e autores de
livros publicados pela Editora Ultimato, bem como a direção e os
funcionários da Editora Ultimato, queriam muito se aproximar de seus
leitores e vice-versa. Esse desejo de ambos os lados foi plenamente
satisfeito no Ultimato 40 anos --Encontro de Amigos, realizado em
Viçosa, MG, de 31 de julho a 2 de agosto de 2008.
Com a presença de crianças (para as quais houve um programa especial), adolescentes, jovens, adultos e idosos, o evento reuniu cerca de quatrocentas pessoas, procedentes de vários Estados brasileiros.
Além de aproximar os dois grupos (leitores e escritores) e de tornar conhecidas a história e a trajetória de 40 anos da revista Ultimato, o Encontro de Amigos teve mais dois objetivos: marcar a centralidade de Jesus e enxergar com clareza os desafios específicos de nosso tempo.
Para alcançar esses intentos de forma proveitosa e agradável, o programa foi dividido entre adoração, palestras, mesas-redondas, experiências compartilhadas, comunhão mútua, visitas à editora etc. Entre uma programação e outra havia o “Café e papo”, um intervalo de meia hora para as pessoas se conhecerem e fazerem amizade. Para compartilhar com todos os leitores o Encontro de Amigos, publicamos nas páginas a seguir o conteúdo das palestras dos articulistas e a mensagem do pastor Ariovaldo Ramos pregada no culto de celebração.
O Encontro de Amigos terminou com a celebração da Santa Ceia, distribuída por trinta jovens e adolescentes, os líderes de amanhã.
Quando saiu o primeiro número de Ultimato,
em janeiro de 1968, apenas um dos dez articulistas regulares da revista
tinha mais de 20 anos (Robinson Cavalcanti). Bráulia Ribeiro e
Carlinhos Veiga tinham apenas 5 anos. Os demais eram adolescentes (Mark
Carpenter, Ricardo Barbosa, Ricardo Gondim, Alderi Matos, Paul Freston,
Rubem Amorese e Valdir Steuernagel). Eles substituíram a plêiade de
colaboradores com a qual a revista começou -- Augusto Gotardelo,
Benjamim César, Flamínio Fávero, Henriqueta Rosa Fernandes Braga e Mário
Barreto França, todos já falecidos. Os atuais articulistas e autores de
livros publicados pela Editora Ultimato, bem como a direção e os
funcionários da Editora Ultimato, queriam muito se aproximar de seus
leitores e vice-versa. Esse desejo de ambos os lados foi plenamente
satisfeito no Ultimato 40 anos --Encontro de Amigos, realizado em
Viçosa, MG, de 31 de julho a 2 de agosto de 2008.Com a presença de crianças (para as quais houve um programa especial), adolescentes, jovens, adultos e idosos, o evento reuniu cerca de quatrocentas pessoas, procedentes de vários Estados brasileiros.
Além de aproximar os dois grupos (leitores e escritores) e de tornar conhecidas a história e a trajetória de 40 anos da revista Ultimato, o Encontro de Amigos teve mais dois objetivos: marcar a centralidade de Jesus e enxergar com clareza os desafios específicos de nosso tempo.
Para alcançar esses intentos de forma proveitosa e agradável, o programa foi dividido entre adoração, palestras, mesas-redondas, experiências compartilhadas, comunhão mútua, visitas à editora etc. Entre uma programação e outra havia o “Café e papo”, um intervalo de meia hora para as pessoas se conhecerem e fazerem amizade. Para compartilhar com todos os leitores o Encontro de Amigos, publicamos nas páginas a seguir o conteúdo das palestras dos articulistas e a mensagem do pastor Ariovaldo Ramos pregada no culto de celebração.
O Encontro de Amigos terminou com a celebração da Santa Ceia, distribuída por trinta jovens e adolescentes, os líderes de amanhã.
Marcadores:
celebração da Santa Ceia,
e emocionlamente mais doente,
mais midiática,
mais pluralista,
Revista Ultimato,
vivendo a fé numa sociedade cada vez mais descrente
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
SUA INICIATIVA
Todas as vezes que você se depara com uma situação difícil, você tem basicamente duas opções. Você vai tomar a iniciativa de lidar com o problema ou vai deixar que o problema lide com você. Francis Goodman
Tomar iniciativa de encarar um problema requer um focado esforço, sem dúvida alguma. Tomar a iniciativa significa desconforto, inconveniência e talvez até mesmo algumas dores. Porém, não tomar a iniciativa fará com que você experimente um desconforto e dor ainda maior.
Não existe nada agradável em encarar um perplexo problema. Existem muitas outras coisas que você preferiria estar fazendo. Não é agradável, mas é extremamente compensador. Ao tomar a iniciativa de realmente lidar com o problema, você passa a se colocar numa melhor posição por simplesmente agir com rapidez e determinação.
Fingir que o problema não existe não fará com que ele desapareça. Tomar a iniciativa de resolvê-lo, sim. Olhe para o problema, reconheça-o, lide com ele, peça a sabedoria de Deus para retirar o melhor dele, e a sua vida jamais será a mesma.
Nélio DaSilva
Para Meditação:
Tudo posso Naquele que me fortalece. Filipenses 4:13
Marcadores:
fingir que o problema não existe,
lide com ele,
não fará com que ele desapareça,
olhe para o problema,
reconheça-o,
sua iniciativa,
tomar a iniciativa de resolvê-lo sim
Louvarei ao Senhor — "em todo o tempo"
Ronaldo Lidório
Enganoso
é o nosso coração. Não é raro observar que, por vezes, mesmo tendo
muito mais do que precisamos, permanecemos descontentes pelo que
julgamos nos faltar. Outras vezes, mesmo tendo pouquíssimo, o pouco que
temos se mostra suficiente para encher o coração de louvor e
agradecimento a Deus.
Isto nos leva a uma percepção bíblica de que o louvor a Deus não é definido pelas circunstâncias da existência, mas pela atitude do coração; e que nosso coração, essencialmente enganoso, é também ensinável, e deve aprender a louvar a Deus dentro de uma proposta bíblica radical — “todo o tempo”.
O Salmo 34 é um convite ao louvor e à maturidade espiritual. Nele o salmista manifesta o compromisso de louvar ao Senhor em “todo o tempo”(v.1). Louvar ao Senhor ao receber o que tanto desejou, ou ao ser surpreendido por uma ótima notícia, é uma resposta natural dos sentidos, e não exige nada especial do nosso coração. A proposta bíblica, porém, é louvar a Deus em “todo o tempo”: no dia bom e também no dia mau; em plena saúde e nos dias de enfermidade; quando aplaudido ou criticado; ao receber uma resposta positiva do Senhor ou quando ele nos fecha um caminho que intensamente desejávamos seguir.
Louvar a Deus em “todo o tempo” implica reconhecer que todos os planos do Pai são planos de amor. Que todas as coisas, de fato, cooperam de alguma forma, que pouco compreendemos, para o bem dos que sinceramente amam a Deus, e isto nos basta.
Louvar a Deus em “todo o tempo” implica também reconhecer que as circunstâncias da vida, mesmo as mais complexas e difíceis, possuem algum motivo de gratidão. Neste salmo não encontramos um cenário de perfeição que nos leva naturalmente ao louvor, mas um louvor que é proferido na realidade por uma vida que possui desafios constantes. Os versos 4, 5 e 6 nos falam sobre temores, angústias e prisões. O verso 8 nos leva, entretanto, ao reconhecimento de que, além das cores que pintam o presente cenário da existência, Deus é bom. Somos conduzidos não apenas a compreender a sua bondade, mas a experimentá-la: “provai e vede que o Senhor é bom!”.
Deus não é apresentado como aquele que realiza atos de bondade, mas como aquele que é bom em sua essência. É da natureza de Deus ser bom. Alguns passam por angústias e tornam-se murmuradores. Outros passam por tragédias e reconhecem a bondade do Senhor. A diferença parece estar na atitude do coração.
Em seu edificante livro O Discípulo Radical, John Stott nos apresenta oito características de um discípulo: inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilíbrio, dependência e morte. Em todas elas ele destaca a atitude do coração, e a diferença entre o que meramente conhecemos e aquilo que abraçamos como valor e prática de vida. O louvor a Deus não é simples assunto de exposição ou tão somente artigo de fé. Ele deve ser praticado, e praticado “todo o tempo”.
É certo também perceber que o louvor a Deus combate a ansiedade da alma. Depressões, ansiedades, fobias e temores são as enfermidades do século. Neste salmo vemos que, ao praticar o louvor, pacificamos nossos corações. No verso 1 ele nos fala sobre a alegria, no 2, sobre a libertação dos temores e, no 5, sobre a libertação das angústias. Louvar a Deus alegra o coração do Pai e também apazigua a nossa alma, uma vez que nos conduz a reconhecer que nossas vidas estão nas mãos daquele que, em todas as coisas, é bom.
A declaração de louvor, lançada intencionalmente no futuro (“louvarei” ao Senhor), é sem dúvida uma afirmação de fé para caminharmos com Deus, pois não conhecemos o amanhã. Não sabemos o que nos aguarda, se a alegria inesperada ou a tragédia mais temida. Diante deste cenário de fluida incerteza o salmista faz um compromisso e o declara: “amanhã... eu o louvarei”.
O que pode parecer uma incoerência perante a inconstância da vida é, na verdade, uma afirmação de conhecimento e confiança. Não conhecemos o amanhã, mas conhecemos o Deus que controla o amanhã. Não sabemos se alegrias ou tragédias virão, mas estamos certos que nenhuma tragédia é maior que a sua bondade. Não conseguimos desvendar os mistérios da vida, mas sabemos que os planos do Pai são planos de amor. Desta forma, louvar a Deus é certamente um exercício de fé que apazigua as ansiedades da alma e nos dá paz. No amanhã — que desconheço — eu o louvarei.
Em 1873 um navio francês, o Ville de Havre, seguia da costa leste americana para a Europa. Entre os passageiros encontravam-se a senhora Spafford — esposa de um cristão piedoso, jovem advogado de Chicago — e seus quatro filhos. Nesta viagem o navio sofre um acidente e vem a naufragar, morrendo quase todos os tripulantes. Dias de desespero se seguem com a ausência de notícias para as famílias dos desaparecidos em alto mar. Finalmente o senhor Spafford recebe um telegrama comunicando que sua esposa foi encontrada ainda com vida, mas estava só. A mensagem sobre a perda de seus quatro filhos lhe aflige a alma. Ele chora e lamenta. Depois senta-se e escreve a letra de um hino que se tornaria conhecido em todo o mundo: “It is well with my soul” (Está bem a minha alma), conhecido como “Sou feliz com Jesus”. Assim, ele diz:
Se paz a mais doce me deres gozar
Se dor a mais forte sofrer
Oh, seja o que for, tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou
O louvor a Deus não é definido pelos marcadores da nossa história, mas pela bondade do Senhor que vai além das linhas do horizonte do entendimento da vida.
Louvar a Deus é reconhecer que a sua bondade será sempre maior do que qualquer acontecimento que possa se abater sobre nossos dias. É cantar a sua bondade nos dias de luz e alegria, e não deixar de fazê-lo nos dias de forte neblina e cores escuras. Sua bondade é maior que a vida.
Um dia, em luz plena e eterna, cantaremos a sua bondade em “todo o tempo”. Não precisaremos de fatos da vida para fazê-lo. A sua presença nos bastará.
Enganoso
é o nosso coração. Não é raro observar que, por vezes, mesmo tendo
muito mais do que precisamos, permanecemos descontentes pelo que
julgamos nos faltar. Outras vezes, mesmo tendo pouquíssimo, o pouco que
temos se mostra suficiente para encher o coração de louvor e
agradecimento a Deus.Isto nos leva a uma percepção bíblica de que o louvor a Deus não é definido pelas circunstâncias da existência, mas pela atitude do coração; e que nosso coração, essencialmente enganoso, é também ensinável, e deve aprender a louvar a Deus dentro de uma proposta bíblica radical — “todo o tempo”.
O Salmo 34 é um convite ao louvor e à maturidade espiritual. Nele o salmista manifesta o compromisso de louvar ao Senhor em “todo o tempo”(v.1). Louvar ao Senhor ao receber o que tanto desejou, ou ao ser surpreendido por uma ótima notícia, é uma resposta natural dos sentidos, e não exige nada especial do nosso coração. A proposta bíblica, porém, é louvar a Deus em “todo o tempo”: no dia bom e também no dia mau; em plena saúde e nos dias de enfermidade; quando aplaudido ou criticado; ao receber uma resposta positiva do Senhor ou quando ele nos fecha um caminho que intensamente desejávamos seguir.
Louvar a Deus em “todo o tempo” implica reconhecer que todos os planos do Pai são planos de amor. Que todas as coisas, de fato, cooperam de alguma forma, que pouco compreendemos, para o bem dos que sinceramente amam a Deus, e isto nos basta.
Louvar a Deus em “todo o tempo” implica também reconhecer que as circunstâncias da vida, mesmo as mais complexas e difíceis, possuem algum motivo de gratidão. Neste salmo não encontramos um cenário de perfeição que nos leva naturalmente ao louvor, mas um louvor que é proferido na realidade por uma vida que possui desafios constantes. Os versos 4, 5 e 6 nos falam sobre temores, angústias e prisões. O verso 8 nos leva, entretanto, ao reconhecimento de que, além das cores que pintam o presente cenário da existência, Deus é bom. Somos conduzidos não apenas a compreender a sua bondade, mas a experimentá-la: “provai e vede que o Senhor é bom!”.
Deus não é apresentado como aquele que realiza atos de bondade, mas como aquele que é bom em sua essência. É da natureza de Deus ser bom. Alguns passam por angústias e tornam-se murmuradores. Outros passam por tragédias e reconhecem a bondade do Senhor. A diferença parece estar na atitude do coração.
Em seu edificante livro O Discípulo Radical, John Stott nos apresenta oito características de um discípulo: inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilíbrio, dependência e morte. Em todas elas ele destaca a atitude do coração, e a diferença entre o que meramente conhecemos e aquilo que abraçamos como valor e prática de vida. O louvor a Deus não é simples assunto de exposição ou tão somente artigo de fé. Ele deve ser praticado, e praticado “todo o tempo”.
É certo também perceber que o louvor a Deus combate a ansiedade da alma. Depressões, ansiedades, fobias e temores são as enfermidades do século. Neste salmo vemos que, ao praticar o louvor, pacificamos nossos corações. No verso 1 ele nos fala sobre a alegria, no 2, sobre a libertação dos temores e, no 5, sobre a libertação das angústias. Louvar a Deus alegra o coração do Pai e também apazigua a nossa alma, uma vez que nos conduz a reconhecer que nossas vidas estão nas mãos daquele que, em todas as coisas, é bom.
A declaração de louvor, lançada intencionalmente no futuro (“louvarei” ao Senhor), é sem dúvida uma afirmação de fé para caminharmos com Deus, pois não conhecemos o amanhã. Não sabemos o que nos aguarda, se a alegria inesperada ou a tragédia mais temida. Diante deste cenário de fluida incerteza o salmista faz um compromisso e o declara: “amanhã... eu o louvarei”.
O que pode parecer uma incoerência perante a inconstância da vida é, na verdade, uma afirmação de conhecimento e confiança. Não conhecemos o amanhã, mas conhecemos o Deus que controla o amanhã. Não sabemos se alegrias ou tragédias virão, mas estamos certos que nenhuma tragédia é maior que a sua bondade. Não conseguimos desvendar os mistérios da vida, mas sabemos que os planos do Pai são planos de amor. Desta forma, louvar a Deus é certamente um exercício de fé que apazigua as ansiedades da alma e nos dá paz. No amanhã — que desconheço — eu o louvarei.
Em 1873 um navio francês, o Ville de Havre, seguia da costa leste americana para a Europa. Entre os passageiros encontravam-se a senhora Spafford — esposa de um cristão piedoso, jovem advogado de Chicago — e seus quatro filhos. Nesta viagem o navio sofre um acidente e vem a naufragar, morrendo quase todos os tripulantes. Dias de desespero se seguem com a ausência de notícias para as famílias dos desaparecidos em alto mar. Finalmente o senhor Spafford recebe um telegrama comunicando que sua esposa foi encontrada ainda com vida, mas estava só. A mensagem sobre a perda de seus quatro filhos lhe aflige a alma. Ele chora e lamenta. Depois senta-se e escreve a letra de um hino que se tornaria conhecido em todo o mundo: “It is well with my soul” (Está bem a minha alma), conhecido como “Sou feliz com Jesus”. Assim, ele diz:
Se paz a mais doce me deres gozar
Se dor a mais forte sofrer
Oh, seja o que for, tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou
O louvor a Deus não é definido pelos marcadores da nossa história, mas pela bondade do Senhor que vai além das linhas do horizonte do entendimento da vida.
Louvar a Deus é reconhecer que a sua bondade será sempre maior do que qualquer acontecimento que possa se abater sobre nossos dias. É cantar a sua bondade nos dias de luz e alegria, e não deixar de fazê-lo nos dias de forte neblina e cores escuras. Sua bondade é maior que a vida.
Um dia, em luz plena e eterna, cantaremos a sua bondade em “todo o tempo”. Não precisaremos de fatos da vida para fazê-lo. A sua presença nos bastará.
Assinar:
Postagens (Atom)