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terça-feira, 6 de novembro de 2012
ROCHEDO FORTE É O MEU "BUNKER"
revista / edicao 336 / rochedo-forte-e-o-meu-bunker
A religião está cada vez mais próxima da empresa e a empresa, cada vez mais próxima da religião. Uma corre atrás da outra.
Já que se está falando muito no fim do mundo, por que não construir e comercializar “bunkers” subterrâneos para abrigar os cristãos das catástrofes apocalípticas? Uma empresa americana já está oferecendo abrigos, no valor de 50 mil dólares, que podem acolher até 6 mil pessoas, e outros menores, mais baratos e menos seguros, de até 10 mil dólares.
Tanto a religião como a empresa mostram-se bastante simplórias. Quando o fim do mundo vier de surpresa, em data totalmente desconhecida, “então os céus desaparecerão com um terrível estrondo, e os corpos celestes serão consumidos pelo fogo e a terra e “tudo quanto está nela” [inclusive os “bunkers”] serão queimados” (2Pe 3.10).
A Bíblia faz muita falta em tempos assim. É impossível fugir ou esconder-se de Deus. O salmista sabia muito bem disso: “Em lugar algum conseguirei me esconder da sua presença! Se eu subir em direção aos céus, lá o Senhor está; se eu quiser descansar no reino dos mortos, lá também o encontrarei. [...] Se eu tentar me esconder na escuridão, o Senhor transforma a noite em dia claro” (Sl 139.7-12).
Mesmo levando em conta a presença de símbolos, imagens e números, o que é próprio da literatura apocalíptica, certas passagens do último livro da Bíblia, como os capítulos 8 e 9, são aterrorizantes:
Uma terça parte da superfície terrestre, das árvores e de toda a vegetação será destruída por uma chuva de pedra;
Algo parecido com uma grande montanha de fogo cairá sobre o mar, estragando uma terça parte dele, matando uma terça parte dos animais marinhos e afundando uma terça parte dos navios grandes e pequenos;
Algo chamejante vindo do alto cairá em cima de uma terça parte dos rios e das fontes de águas, tornando-as venenosas;
Uma terça parte do dia ficará sem luz do sol, da lua e das estrelas, fenômeno semelhante ao da escuridão que cobriu o Egito no século 15 antes de Cristo e da escuridão que escondeu o sol por três horas na cidade de Jerusalém, na Sexta-feira Santa;
Uma estranha praga de fogo, fumaça e enxofre sobre o planeta provocará a morte de um terço da humanidade. (Se isso acontecesse hoje, o número de mortos seria por volta de 2,3 bilhões de pessoas).
É curioso que o tema do fim do mundo, embora faça parte de quase todas as religiões, seja também assunto científico. Enquanto a religião traz este evento futuro para mais perto do presente, os astrônomos o distanciam cada vez mais dele. Para Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos, a destruição da vida na terra é inevitável, mas “está a uma distância quase inimaginável de nós hoje”.
O importante é que, seja no presente ou daqui a 1 bilhão de anos, o fim do mundo é uma previsão (na linguagem científica) ou uma profecia (na linguagem cristã) absolutamente certa.
Em vez de colocar os corpos em uma câmara especial para serem conservados até que a ciência progrida o suficiente para curá-los, ou de construir “bunkers” para fugir do juízo de Deus, é mais seguro e sensato esperar a ressurreição dos mortos e o novo céu e a nova terra, que Jesus garantiu!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
SE EU TIVESSE UMA NOVA CHANCE
Se Eu Tivesse Uma Nova Chance
Por Ken Korkow
Há momentos em que eu gostaria de ter “uma nova chance” em minha vida. Uma das primeiras coisas que mudaria, se pudesse, seria não investir tanto tempo e dinheiro em busca de mais qualificação acadêmica.
Sim, minha graduação no Mestrado foi uma alavanca para meu primeiro emprego. Sim, ele foi útil para formar uma boa rede de relacionamentos. Sim, a graduação deu-me confiança. Mas, foi parecido com o diploma que deu confiança ao espantalho no clássico, “O Mago de Oz”. Ele não precisava tanto do diploma, mas de acreditar em si mesmo.
Não sou avesso a novas tecnologias, nem sou dos que resistem ao progresso ou mudanças. Mas tento ser prático e realista. Na minha busca diária pela verdade tenho lutado para achar o que realmente funciona. E tempo e experiência ensinaram-me que a maior parte do “conhecimento” adquirido não funciona. Como, por exemplo, em finanças.
Quando estudante, nosso mantra era: “A função do negócio é maximizar lucros dentro de limites éticos e legais”. Aprendi isto, acreditava nisto e concordei com cada palavra.
Na minha vida profissional fui executivo de várias organizações. Tive os “brinquedos” e a recompensa material em fazer “lucratividade” a prioridade da empresa. Prosperei além do que imaginei. Entretanto, enquanto continuava na jornada do “maximizar lucros dentro de limites éticos e legais”, me tornei um manipulador, um “usuário de pessoas”. Deixei para trás relacionamentos quebrados e meu casamento quase ruiu.
Foi quando descobri algo que foi para mim melhor que um MBA: a genuína, prática e realística verdade que vem de uma fonte: a Bíblia.
A Bíblia fala muito mais sobre finanças do que sobre céu e inferno! Com mais de duas décadas como diligente aluno da Bíblia, concluí que ela possui mais verdade, mais orientação prática para viver o dia a dia do que qualquer MBA poderia oferecer.
O Novo Testamento resume assim esse aprendizado: “Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça. Assim, a pessoa que é de Deus estará capacitada e bem preparada para toda boa obra” (2Timóteo 3.16-17).
Por isso, ouso oferecer este conselho simples para um profissional ou homem de negócio: estude a Palavra de Deus todos os dias. Se o fizer com sinceridade e honestidade, de coração aberto, vai se surpreender com o que ela fala sobre sua vida e seu trabalho. É uma experiência que irá mudar sua vida.
Próxima semana tem mais!
Texto de autoria de Ken Korkow, que vive em Omaha, Nebraska, U.S.A., onde serve como diretor regional da CBMC. Este texto foi adaptado da coluna “Fax of Life”, que ele escreve semanalmente. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes
domingo, 4 de novembro de 2012
O TODO-PODEROSO E AS FORMIGUINHAS: UMA INTIMIDADE POSSÍVEL
revista / edicao 336 / o-todo-poderoso-e-as-formiguinhas-uma-intimidade-possivel
No belíssimo Salmo de Isaías, o profeta exalta a grandeza e majestade de Deus. Ele faz várias e profundas perguntas:
Quem mediu a água do mar com as conchas da mão ou mediu o céu com os dedos? Quem, usando uma vasilha, calculou quanta terra existe no mundo inteiro? Com quem Deus pode ser comparado? Com o que ele se parece? Quem é igual a ele? Olhem para o céu e vejam as estrelas. Quem foi que as criou? (Is 40.12-26).
O salmo e os versículos seguintes pretendem mostrar que Deus é o primeiro e o último (44.6), o Criador de todas as coisas (40.22), o Todo-Poderoso (45.13) e o único: “Antes de mim não houve nenhum outro deus e nunca haverá outro depois” (43.10).
Diante de toda essa glória, “os seres humanos lhe parecem tão pequenos como formigas” (40.22). Todavia, esse contraste entre a grandiosidade de Deus e a pequenez do homem não significa que ele esteja distante de nós e não se interesse por nós. O mesmo salmo lembra que “aos cansados ele dá novas forças e enche de energia os fracos” (40.29). A majestade do Criador inclui o seu relacionamento com a criatura. O Todo-Poderoso coloca as formiguinhas no colo.
Porque o “gosto pela eternidade não pode jamais ser gerado em nós por uma ginástica secularizada” (Eugene Peterson), a criatura é escrava de uma sede e fome de Deus. Assim como a corça deseja as águas do ribeirão, nós também desejamos estar na presença de Deus (Sl 42.1). Nosso maior desejo é conhecer e pensar em Deus com todo o coração e estar com ele (Sl 26.8-9).
As respostas que o Todo-Poderoso dá a esse anseio das formiguinhas é:
Eu sou o Senhor, o Deus de vocês; eu os seguro pela mão e lhes digo: “Não fiquem com medo” (Is 41.13)
Você é pequeno e fraco, mas não tenha medo, pois eu, o Santo Deus de Israel, sou o seu Salvador e o protegerei (Is 41.14).
Quando você atravessar águas profundas, eu estarei ao seu lado, e você não se afogará. Quando passar pelo meio do fogo, as chamas não o queimarão. Pois eu sou o Senhor, seu Deus, o Santo Deus de Israel, o seu Salvador (Is 43.1-3)
Para libertar você, entrego nações como o preço do resgate, pois para mim você vale muito. Você é o povo que eu amo, um povo que merece muita honra (Is 43.4-5).
Os Salmos deixam em evidência a intimidade do poeta com o Senhor:
Ó Senhor Deus, como eu te amo! Tu és a “minha” força, [...] a “minha” rocha, a “minha” fortaleza e o “meu” libertador (Sl 18.1-2).
O Senhor é o “meu” pastor e nada me faltará (Sl 23.1)
Ensina-me a viver de acordo com a tua verdade, pois tu és “meu” Deus, o “meu” Salvador. Eu sempre confio em ti (Sl 25.5)
Por que estou tão triste? Por que estou tão aflito? Eu porei a minha esperança em Deus e ainda o louvarei. Ele é o “meu” Salvador e o “meu” Deus (42.5)
Quando alguém, como o salmista, usa o possessivo “meu” para falar com ou sobre o Todo-Poderoso, ele demonstra certo grau de intimidade com o Senhor. Em meio às suas agruras, Jó afirma: “Eu sei que o ‘meu’ redentor vive” (Jó 19.25). Quando se livra da incredulidade, Tomé, estarrecido, só consegue balbuciar cinco palavras: “Senhor ‘meu’ e Deus ‘meu’!” (Jo 20.28).
Essa intimidade entre o Todo-Poderoso e as formiguinhas será plena e eterna “quando vier o que é perfeito” (1Co 13.10). Ela aparece quando a igreja declara: “O ‘meu’ amado é ‘meu’ e eu sou do ‘meu’ amado” (Ct 2.16). E também quando o Todo-Poderoso promete: “Eu serei um templo para abrigar vocês” (Is 8.14).
De fato, na visão do Apocalipse, João revela: “Não vi nenhum templo na cidade [a Nova Jerusalém], pois o seu templo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21.22). Nesse templo, as formiguinhas adorarão o Todo-Poderoso, verão o seu rosto e não precisarão da luz do candelabro nem da luz do sol, pois o Senhor brilhará sobre elas para todo o sempre (Ap 22.3-5)!
sábado, 3 de novembro de 2012
JESUS TEM O MELHOR PARA NÓS
Escrito por Rev. Giovanni Alecrim
Problemas, quem não os tem? Nossas vidas e relacionamentos não são sempre um mar de rosas e, na maioria das vezes, enfrentamos as dificuldades e os problemas de nossos relacionamentos na família, no trabalho e em outras áreas da vida. Mas como lidar com os problemas?
Há muito tempo atrás, Deus enviou o seu filho para nos mostrar como viver em paz com ele e com as demais pessoas. Jesus é o modelo de relacionamento e vida para nós. Certa vez ele afirmou: não andeis ansiosos pela vossa vida ... buscai, em primeiro lugar, o reino e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6.25a,33). Jesus falava sobre ansiedade e preocupações, que todos temos, coisas do cotidiano, como comer e vestir-se. Diante de nossas preocupações, devemos buscar a Deus, ele tem o melhor para nós. Estando com ele, temos certeza que nada nos faltará, pois ele cuida de nós.
Mas como deixar que Deus cuide de você? Em primeiro lugar, é preciso reconhecer Jesus como salvador. Sim, salvador. Você e eu somos pecadores. Pecado é aquilo que desagrada a Deus. Só quem pode nos livrar da condenação do pecado é Jesus. Você podemos até pensar que leva uma vida distante demais de Deus, e que ele não se importa mais com você. Ninguém está tão distante de Deus que ele não possa alcançar, resgatar e restaurar. Creia que Deus, por meio de Jesus, pode mudar a realidade da sua vida e restaurar seus relacionamentos, sua saúde, sua família, seu emprego, ele pode mudar sua vida! Deixe Jesus tocar seu coração!
Deus nos ama e Jesus está de braços abertos para nos receber, nos ensinar a sua vontade e nos mostrar como viver melhor!
Para conhecer mais desse amor e saber como caminhar ao lado de Jesus, convido você a encontrar uma Igreja Presbiteriana Independente próximo de onde você está, clique aqui e encontre uma de nossas igrejas. Caso queira, entre em contato conosco, poderemos, juntos, caminhar com Jesus!
Que Deus te abençoe!
Problemas, quem não os tem? Nossas vidas e relacionamentos não são sempre um mar de rosas e, na maioria das vezes, enfrentamos as dificuldades e os problemas de nossos relacionamentos na família, no trabalho e em outras áreas da vida. Mas como lidar com os problemas?
Há muito tempo atrás, Deus enviou o seu filho para nos mostrar como viver em paz com ele e com as demais pessoas. Jesus é o modelo de relacionamento e vida para nós. Certa vez ele afirmou: não andeis ansiosos pela vossa vida ... buscai, em primeiro lugar, o reino e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6.25a,33). Jesus falava sobre ansiedade e preocupações, que todos temos, coisas do cotidiano, como comer e vestir-se. Diante de nossas preocupações, devemos buscar a Deus, ele tem o melhor para nós. Estando com ele, temos certeza que nada nos faltará, pois ele cuida de nós.
Mas como deixar que Deus cuide de você? Em primeiro lugar, é preciso reconhecer Jesus como salvador. Sim, salvador. Você e eu somos pecadores. Pecado é aquilo que desagrada a Deus. Só quem pode nos livrar da condenação do pecado é Jesus. Você podemos até pensar que leva uma vida distante demais de Deus, e que ele não se importa mais com você. Ninguém está tão distante de Deus que ele não possa alcançar, resgatar e restaurar. Creia que Deus, por meio de Jesus, pode mudar a realidade da sua vida e restaurar seus relacionamentos, sua saúde, sua família, seu emprego, ele pode mudar sua vida! Deixe Jesus tocar seu coração!
Deus nos ama e Jesus está de braços abertos para nos receber, nos ensinar a sua vontade e nos mostrar como viver melhor!
Para conhecer mais desse amor e saber como caminhar ao lado de Jesus, convido você a encontrar uma Igreja Presbiteriana Independente próximo de onde você está, clique aqui e encontre uma de nossas igrejas. Caso queira, entre em contato conosco, poderemos, juntos, caminhar com Jesus!
Que Deus te abençoe!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
DEUS NO INFERNO DE CADA DIA
ultimatoonline / opiniao / deus-no-inferno-de-cada-dia
“E se esse mundo for o inferno de outro planeta?”. A frase é de Aldous Huxley. No filme “The Sunset Limited”, White, um professor que ia jogar-se nos trilhos do metrô do Harlem, quer escapar do inferno que é este mundo, mas é salvo a contragosto por um ex-presidiário, pregador evangélico. Travam um diálogo intenso, no precário quarto do cortiço onde mora o pregador: Jackson: – “Você diz que quer morrer, e que não se importa com nada. Você já leu a Bíblia, entre os milhares de livros que você diz ter lido? Confio em suas palavras, sei que elas chegarão até ao seu coração. Estou lhe falando porque acredito que elas são o caminho para salvar”, afirmando a concepção evangélica comum.
White: “Você perde seu tempo. Não desistirei de morrer. As coisas em que acredito, por serem verdadeiras, são muito frágeis”. O pregador retruca: – “Este é um mundo de escuridão, professor”. White continua: – “Eu admito, mas saber disso não me liberta da escuridão. De fato, não tenho escolha. Estou lhe dizendo o que compreendo sobre isso. Anseio pelo mundo escuro, desejo a escuridão. Oro pela morte verdadeira, definitiva”. Prosseguindo: – “Se eu achasse que no além encontraria com um monte de pessoas incômodas que conheci na vida, eu não sei o que faria. Seria o maior dos pesadelos. Eu quero que os mortos permaneçam mortos para sempre. Quero ser um deles. Desejo a escuridão, a solidão, o silêncio e a paz para sempre. Não considero o meu estado de espírito como uma visão pessimista do mundo. Vejo-o como ele é.
Se as pessoas também pudessem ver a vida como ela é, sem ilusões, sem sonhos inúteis, escolheriam morrer o mais rápido possível”.
O diálogo continua, a questão da salvação permeia a conversa, e White vai construindo o “grand finale”: – “Eu não acredito em Deus, você acha isso possível? Os que crêem parecem não ouvir o clamor dos que sofrem. Ou os gemidos de dor e coletiva lhes parece o som mais agradável aos ouvidos. Se estes pudessem ser consequentes, em suas preces mandariam queimar aqueles que condenam numa fogueira, que se queimassem tanto a ponto de só restarem umas poucas cinzas nos escombros do universo”.
Por fim, em golpe mortal, diante do pregador perplexo e sem respostas: – “Em suas mãos há sempre um machado pronto para cortar a árvore da alegria. Árvore da vida. Vocês não acreditam no prazer e na alegria. Toda estrada que vocês trilham termina na morte de cada amizade, de cada amor. Aqui está a comunidade humana da qual todos somos sócios. O tormento humano, a perda, a traição, a dor, a idade, a velhice, as doenças hediondas, a insanidade geral, ignoradas por vocês, levam-me a uma conclusão.
O que escolheram para salvar perecerá para sempre na obscuridade. Não há salvação”.
Certamente, não estamos falando da “depravação total da humanidade”, em mais um infeliz momento de Calvino. Karl Barth, de certo modo, repara a doutrina rigorosa da perdição de todos os homens e mulheres, ampliando o agir de Deus muito além do julgamento e condenação ao inferno, quando discute a humanidade de Deus, alcançando este mesmo mundo como alguém que sofre, que chora, que anda em estradas sujeitas aos salteadores, que acaba torturado e assassinado pelos poderes deste mundo. Não é o homem que vai a Deus para ser salvo, mas Deus que vem ao homem para salvá-lo. Jesus foi ressuscitado por Deus, diz o Novo Testamento. Rompido o tabu literalista, ou fundamentalista, a respeito da revelação adocionista, talvez precisemos ampliar nossos conhecimentos indo além do mistério.
O problema incômodo, porém teórico, sobre a morte, o inferno e a salvação, não pode ficar restrito a repetições doutrinais ou catequéticas. São piores que o silêncio – também indesejável –, diria o catalão Andrés Queiruga. Como o personagem do roteirista Cormac McCarthy, em “The Sunset Limited”, aqueles que não discutem, ou ignoram, deixam-nos expostos ao vazio. O vazio não nos interessa. A fé não se move no vácuo. A luz é preferível à escuridão e a solidão, ausência de comunhão, nas quais o professor White quer mergulhar para sempre.
Teriam perguntado a José Saramago, Nobel de Literatura: Como podem homens sem Deus ser bons? Ele respondeu: – “Como podem homens com Deus ser tão maus?” Os temas mais diversos aparecem no diálogo observado acima, como a inexistência do amor real, assim como a abstração e substituição narcisista dos significados do amor; como a palavra sobre uma salvação impossível, porque “salvacionistas”, em catarse pessoal, ignoram a vida real das pessoas em sua concretude.
A revelação de Deus, ao contrário, não nasce de nenhuma doutrina ou escritura. Porque são elas que nos dizem o que Deus quereria dizer, e não do misterioso agir de Deus. Mas a inspiração vem de dentro da existência humana, é um dar-se conta de que Deus está atualizando a fé necessária para a salvação da humanidade. Deus está nos procurando e dando-se a conhecer através da realidade humana, onde há injustiças, abusos e desigualdades. Deus está na realidade de um mundo que sofre, buscando nos convencer de seu agir em favor do oprimido e do desesperado, como disse Richard Shaull.
O uso do poder de julgar, aplicado aos que não compartilham de pregações abstratas; o medo do inferno e o horror do próximo; a ausência de indignação sobre as grandes injustiças misturam-se com outras ênfases, um modo primitivo, um inferno geográfico, uma cosmologia simplista que vê o mundo sem história cultural ou geológica, social, política, sem inovações cúlticas e teológicas, negando a fé histórica.
A simbologia da revelação de Deus dentro e através da realidade humana confronta-se com questões dominadas por valores de sobrevivência econômica, misturada com a religião que mantém esticado o cabresto e prende o antolho que impede o fiel de ver a realidade. À instalação da liberdade, em níveis de consciência e de vida política, a fé transcendente descendo à temporalidade; à violência das sociedades autoritárias; à falta de pão, ao crime diário e ao sofrimento desnecessário; ao sangue dos inocentes derramado sem sentido, não são problemas de pessoas desfocadas quanto à revelação de Jesus Cristo diante da dignidade das etnias, dos povos, dos oprimidos, dos discriminados, dos perseguidos por causa da consciência indignada, insurgentes, diante dos abismos das desigualdades, das injustiças, dos abusos contra crianças, mulheres, idosos, deficientes e doentes, em quaisquer lugares?
Em primeiro lugar, cremos, Deus continua agindo para salvar o homem de si mesmo. Através de Jesus de Nazaré, conhecemos “seu” Pai, a quem chamou de “Paínho”, “Abbá”, que cria por amor, repele o mal e nem sequer admite sua prática, e que, situando-se do nosso lado, luta incansavelmente para salvar-nos de nós mesmos. Como o pai da parábola, não nos submete ao castigo, mas vai às nossas encruzilhadas, e às porteiras da vida com o coração triste por nossas decisões em esbanjar as riquezas da vida, mas cheio de esperança que retornemos ao lugar da salvação.
Derval Dasilio
É pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e autor do livro “O Dragão que Habita em Nós” (2010).
Textos publicados: 57 [ver]
Site: http://www.derv.wordpress.com
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
AOS QUE FALAM ANTES DE OUVIR NA TEOLOGIA
Primeiramente saibam do que estão falando! rsrsrs
Sinceramente não posso aceitar a demonização de "teólogos liberais". Atenção as aspas. Bom, em primeiro lugar é que esse termo vem sendo utilizado por inúmeras pessoas para abarcar um sem números de nomes de teólogos que apresentam temáticas, métodos, procedimentos, pressupostos totalmente diferentes uns dos outros para acessar, interpretar e aplicar o texto bíblico.
Já está gasto esse nome! Qualquer um que não concorde com a ortodoxia particular já vira “liberal” – O que é o teólogo liberal? Não existe “o liberal” como existe “o arminiano” ou “o calvinista” que divergem entre si em questões pontuais específicas da fé dogmática.
Querem colocar num mesmo saco Schleiermacher, Dietrich Bonhoeffer, Jürgen Moltmann, Karl Barth, entre outros... Já até sobrou para os teólogos latino-americanos René Padilha, Leonardo Boff e para o saudoso Milton Schwantes, que nos deixou ano passado, o rótulo de “liberal”. Ah! Fica a dica: não dá para colocá-los no mesmo saco não, isso só sublinha e reforça ignorância sobre o tema. Pecado isso... julgar sem conhecimento...
Ai vamos analisar quem são esses “defensores da ortodoxia e anti-liberal” a grandessíssima maioria são pessoas tacanhas ou, como um termo que pensei recentemente, “herdeiros gastões da teologia”. Sim, porque só gastam a teologia herdada replicando-a e se repetindo numa ecolalia infértil. Geralmente nunca leram uma linha um único trabalho completo de qualquer que seja um desses autores. E rotulam a todos por igual chamando-os de orgulhosos, vaidosos e piores adjetivos. Como papagaios (pela análise de outros, pela opinião de outros), são ávidos em condená-los ao fogo do inverno. Não conhecem as biografias desses homens em que muitos deles foram cristãos piedosos e dedicados ao seu rebanho.
Que há heresias em algumas dessas produções? Ora, sim, é claro que há aquilo que você pode chegar à conclusão de ser uma heresia! Assim como, na teologia tradicional, se você é um que entende que o batismo deve ser realizado somente quando a pessoa chega ao entendimento do que faz não vai aceitar o batismo infantil católico ou das igrejas de teologia reformada (Calvinistas, Anglicanos, Presbiterianos entre outros). ISSO É SÓ UM EXEMPLO, NÃO VOU DISCUTIR BATISMO AQUI NÃO, OK? Bom, mesmo que seja esse seu entendimento, com certeza você não abrirá mão dos diversos e preciosos conteúdos produzidos por esses irmãos. SIM, IRMÃOS! Deixe de ser exclusivista e sectarista!
A busca pelo vinho novo, fez com que há 495 anos um monge alemão tenha confeccionado umas tais 95 teses. Acaso não poderia Lutero ser considerado um “liberal” por Roma? Como observou Thomas Huxley "Toda verdade inédita começa como heresia e acaba como ortodoxia."
Questionem-se, informem-se! Com certeza, é mais fácil rotular dessa forma o "novo", e só beber o velho vinho em velhos odres. Mas devemos considerar que existe vinho novo em odres novos e, o mais importante é que na essência ambos são vinho. Portanto que não se coloque outra coisa diferente de vinho, busquem o vinho novo! Há teologia nova! Afinal, o contingente nunca deu, nem nunca dará conta de dizer tudo sobre aquilo que não se ponde conter e que é imensurável – o mistério de Deus!
Mas realmente, aviso, só pode questionar e rever suas bases quem tem alicerces firmes na experiência pessoal com Deus. Quem é simples “herdeiro gastão da teologia” não pode faze-lo dado que vive e alimenta-se da experiência de terceiros. Todos somos herdeiros na teologia. Herdeiros de Paulo, de Pedro, de Tiago, de todos os apóstolos de Cristo, bem como herdeiros de Clemente de Roma, o outro Clemente, Orígenes, Agostinho, Tomás de Aquino, John Huss, Lutero, Calvino, entre outros e mais recentes! Mas há quem é herdeiro aplicador, procura se ocupar em realizar contribuições relevantes lança-se a busca do vinho novo com humildade e dependência do Espírito Santo na dinâmica "transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Carta aos Romanos 12,2) Estes são aqueles que procuram estar “sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1ª Carta de Pedro 3,15). Tudo realizado com muita humildade e submissão ao Espírito.
Gosto de pensar, além dos textos bíblicos citados, em duas frases. Uma que aponta para a busca que é do Pastor Ed René Kivitz “Quem ama a verdade não tem medo de debater. O pior que pode lhe acontecer é descobrir que está longe da verdade.”. A Segunda frase é de um que foi meu professor, Alessandro Rocha, que disse “somos anões em ombros de gigantes” dizendo da herança teológica que herdamos e da sempre pequena contribuição (anã) que podemos realizar.
Aqui já saí a tempo da picuinha “liberal x fundamentalista”, se é que de fato cheguei a abordar isso. Mas ressalto a pequenez de quem não se permite ler antes de criticar. A estes exorto humildemente, pois “responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha.” (Provérbios 18,13) e aconselho que "examinai tudo. Retende o bem". (1ª Carta aos Tessalonicenses 5,21). Está criticando porque leu um artigo de “um cara que entende muito”!? Na boa, é você tão raso que não é capaz de produzir suas próprias impressões? Se leu "um cara que entende muito" muito bem, mas confira! Leia o autor criticado e seja você como os crentes de Beréia que receberam de Paulo e Silas "a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo" (Atos 17,11). Quer criticar algum pensamento fale pensamento de quem, de quê, por que, qual base (bíblica de preferência, sem texto fora do contexto como pretexto). Fundamente-se antes de taxar alguém como “falso ensinador”!
Atualizem sempre as suas teologias e a todos vocês peço coro ao lema da reforma:
“ECCLESIA REFORMATA ET SEMPER REFORMANDA EST”.
http://pedrobarbuto.blogspot.com.br/
PROSSIGO PARA O ALVO COMO DEUS QUER!
"Uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está a minha frente . Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus" (Fp 3-13:14)
O cristão não olha para trás, não fica se lamentando, nem resmungando, nem jogando a culpa nos outros. Pelo contrário, ele recebe tudo o que lhe acontece como uma dádiva de Deus para sua vida. O verdadeiro cristão agradece a Deus, quando tudo vai bem, e busca discernimento em Deus, quando alguma coisa não vai bem. O cristão estabelece um alvo.
Era isto que o apóstolo Paulo tinha em mente quando escreveu para os coríntios (1 Co 9-24:26). Ele fala do atleta que tem disciplina e que luta para alcançar o alvo. Precisamos ter alvos, desafios, saber onde queremos chegar. Precisamos nos desvencilhar de tudo o que nos atrapalha e nos impede de correr e atingir o alvo. Precisamos nos desembaraçar do peso. Estes princípios se encontram em Hebreus 12-1. Temos um alvo e estamos prosseguindo. Nada pode servir de embaraço. Nada pode desviar a nossa atenção. Precisamos estar soltos, leves como as águias, e voar até atingir o alvo proposto. Prosseguir significa pagar o preço. É assim que Deus quer que seus filhos andem.
O cristão não olha para trás, não fica se lamentando, nem resmungando, nem jogando a culpa nos outros. Pelo contrário, ele recebe tudo o que lhe acontece como uma dádiva de Deus para sua vida. O verdadeiro cristão agradece a Deus, quando tudo vai bem, e busca discernimento em Deus, quando alguma coisa não vai bem. O cristão estabelece um alvo.
Era isto que o apóstolo Paulo tinha em mente quando escreveu para os coríntios (1 Co 9-24:26). Ele fala do atleta que tem disciplina e que luta para alcançar o alvo. Precisamos ter alvos, desafios, saber onde queremos chegar. Precisamos nos desvencilhar de tudo o que nos atrapalha e nos impede de correr e atingir o alvo. Precisamos nos desembaraçar do peso. Estes princípios se encontram em Hebreus 12-1. Temos um alvo e estamos prosseguindo. Nada pode servir de embaraço. Nada pode desviar a nossa atenção. Precisamos estar soltos, leves como as águias, e voar até atingir o alvo proposto. Prosseguir significa pagar o preço. É assim que Deus quer que seus filhos andem.
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