quarta-feira, 5 de setembro de 2012

AUTÊNTICO E SINGULAR


Você é o único, você que Deus fez…Deus fez você e quebrou a forma.  Max Lucado - (Cure for the Common Life: Living in Your Sweet Spot)
Você é singular. Portanto, pense dessa maneira e aja dessa maneira. Significativas realizações não vêm de simplesmente seguir a multidão. Você é capaz de grandes realizações se você, simples, autêntica e apaixonadamente for você. 

Você tem algo valioso que nenhuma outra pessoa tem. Você tem a singular perspectiva de ser você, de ver o mundo de uma maneira que não pode ser duplicada. Você tem sonhos que são somente seus, paixões, expectativas que interessam apenas a você; coisas que fazem você rir e que fazem você chorar. Todas essas combinações trazem até você riquíssimas oportunidades de satisfação interior. 

Em tudo o que você fizer, ricamente expresse a singularidade maravilhosa que Deus criou: você. Ao se descobrir nos planos do Perfeito Criador, você estará pronto para se encaixar também dentro dos Seus maravilhosos propósitos.
Nélio DaSilva

Para Meditação:
Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste.  Salmos 139:14a


ANUNCIANDO EM TODOS OS LUGARES (Atos 1-8)

Um pouco antes de Jesus se assunto ao céu, Ele deixou-nos palavras de orientação quanto à missão que caberia aos seus discípulos. Como? Anunciando as boas novas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia, e até aos confins da terra, caracterizando, assim, a universalidade da mensagem redentora. 


Mensagem não só de palavras, mas de testemunho de vida, de cura, de libertação, de ação, assim como Ele fez.


Isto só é possível quando estamos revestidos de poder e autoridade do Espírito Santo. Não há evangelização sem o Espírito Santo. Sem o Espírito Santo, não há poder. Sem poder, não há testemunho que resulte em redenção, em mudança, em conversão.


Somos dependentes da graça de Deus e, em sendo, somos o bom perfume de Cristo (2 Co 2-15), exalando aroma de vida para os que se salvam, até que Jesus volte para estabelecer o seu reino.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

PARA CADA DESAPONTAMENTO


Temos que aceitar o finito desapontamento, mas jamais perder a infinita esperança.  Martin Luther King
O sentimento proveniente do desapontamento é sempre ruim, seja ele causado por pessoas, circunstâncias ou pelos seus próprios erros. Ainda assim, em cada desapontamento, existem também oportunidades. Este é um fato incontestável na vida. 

Através dos desapontamentos – num contexto mais amplo da vida – você irá descobrir que os desapontamentos podem ter um valor positivo. Apesar de uma porta ter se fechado, outras muito mais acabam de ser abertas. Para cada desapontamento, você pode ganhar conhecimento, motivação, perspectiva e um propósito mais claro e definido. Para cada desapontamento, você pode aprender muito sobre a vida, sobre você mesmo e sobre o mundo ao seu redor. 

Tente não se esquecer: quando a vida o joga pra baixo, lembre-se de que existem valores os quais - pela graça de Deus - podem colocá-lo para cima. Um desapontamento pode ser o seu grande aliado para um sólido crescimento e exposição do seu caráter.
Nélio DaSilva

Para Meditação:
Foi-me bom passado pela aflição para que aprendesse os teus decretos.  Salmos 119:71

JESUS CRISTO E NOSSOS PROBLEMAS


Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.
Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (1 Pedro 1:23; 5:7).

Como é comum ouvir as pessoas suspirarem: “Ai, que vida!” E quando pensamos sobre toda a injustiça, imoralidade, dificuldade e a morte no fim de tudo, é compreensível o desespero da vida. Tudo é incerteza e insatisfação, e a maioria não tem esperança no porvir. Talvez até alguns de nossos leitores julguem a vida desse modo.

Existe uma Pessoa que te entende. Ele viveu como Homem entre os homens neste mundo. Ele, também, chorou, portanto, pode te consolar. Ele foi odiado por todos, portanto, pode te mostrar Seu amor. Ele foi abandonado por todos, portanto, jamais te deixará ou abandonará. Ele foi rejeitado, portanto, jamais te rejeitará. Ele afirmou: “O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37).

Porque Ele, o Justo, enfrentou o julgamento de Deus por nós, todos podem obter o perdão divino por meio dEle. Ele morreu na cruz para nos dar a vida eterna.

O que fazer para ter um relacionamento com esse Amigo? Aproxime-se dEle com toda a sua miséria, inquietação e fardos que você carrega, talvez conhecidos apenas por você mesmo. O Senhor Jesus conhece não somente seus problemas, mas você mesmo por inteiro! E não há nada que Ele não possa resolver.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O QUE É NECESSÁRIO PARA REALMENTE CONHECER ALGUÉM


O Que É Necessário Para Realmente Conhecer Alguém.
Por Robert J. Tamasy

Para sermos bem-sucedidos no mundo dos negócios precisamos conhecer pessoas:  “Eu conheço meus clientes”.  “Conheço meus empregados”.  “Conheço minha equipe”.  Mas será que realmente os conhecemos bem?

No ambiente de trabalho lidamos com muitas pessoas regularmente, seja nos agrupando em projetos, dando ou recebendo funções específicas, solicitando comentários ou assistência.  Trocamos mensagens de texto e emails com indivíduos ao longo de todo o dia.  Podemos conhecer informações específicas sobre eles, seu histórico profissional, conjuntos de  habilidades, como se vestem, que tipo de carro dirigem, interesses pessoais.   Mas será que isso significa que realmente os conhecemos?

O nosso mundo estimula conhecimentos superficiais.  A comunicação consiste de mensagens gravadas e de textos, emails trocados como bolas de pingue-pongue, ocasionais cumprimentos.  Mesmo quando trabalhamos juntos para completar um projeto com sucesso, podemos conhecer os outros membros da equipe apenas por seus papéis na tarefa de realizar aquele trabalho. 

Os avanços tecnológicos, de muitas maneiras, aceleraram a produtividade e a eficiência, mas este ambiente altamente tecnológico, mas de pouco contato, tem cobrado o seu preço na camaradagem e interação no mercado de trabalho.   Não podemos conhecer todos intimamente, e não precisamos disso, mas um esforço consciente e intencional pode nos recompensar com relacionamentos profundos e significativos e que podem melhorar nossa experiência profissional. 

É interessante notar que geralmente o ingrediente para um relacionamento forte é a adversidade. 

Qualquer um pode ser um “amigo” quando tudo vai bem, mas os estressantes tempos difíceis de contrariedades e lutas tendem a revelar quem é verdadeiramente como aparenta ser – bom ou ruim.

Dar suporte um ao outro em tempos difíceis aprofunda e fortalece laços pessoais.   Como Eclesiastes 4:12 afirma: 

“Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se.  Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade”. 

O mesmo é verdadeiro no sentido espiritual.   Podemos reivindicar que conhecemos Deus.   Mas se conhecê-Lo está restrito a crer que Ele sempre responde nossas orações como queremos que sejam respondidas, não é isto o que significa realmente conhecer Deus.   Como um amigo meu sempre diz:  “Deus é bom, o tempo todo”.   Isto inclui os momentos em que as coisas não correm como queremos.   Aqui vão alguns pensamentos da Bíblia a respeito de conhecer Deus: 


Conhecer a respeito de Deus.  Mesmo uma observação superficial do mundo ao nosso redor fornece abundantes informações sobre Deus, portanto é fácil conhecer “a respeito de”  Deus.   “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”  (Romanos 1:20). 

Comprometidos em conhecer Deus.  Embora possamos observar muito a respeito de Deus, verdadeiramente conhecê-Lo demanda decisão e comprometimento.   O apóstolo Paulo definiu isso como o propósito de sua vida:  “(Porque o meu propósito determinado é)  que eu possa conhecê-Lo – que eu possa progressivamente conhecer a Ele mais profunda e intimamente, percebendo e reconhecendo e compreendendo (as maravilhas de Sua Pessoa) mais fortemente e mais claramente”  (Filipenses 3:10 – Bíblia Amplificada). 

Conhecer – e confiar – em Deus.  Conhecer Deus é confiar que Ele sabe melhor do que nós o que necessitamos e o que é mais benéfico para nós.   “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”  (Jeremias 29:11).   

Próxima semana tem mais!    


Texto de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA.  Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros.Tradução deMércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes.

domingo, 2 de setembro de 2012

ENTREGA


revista / edicao 336 / entrega

Rubem Amorese


Deixe pra lá! Releve! Perdoe!

Tenho percebido que essas são palavras difíceis para algumas pessoas, e fáceis para outras. E o que está por trás dessas atitudes me intriga. 

Parece que algumas pessoas têm uma grande capacidade de “deixar pra lá”, de relevar uma ofensa, de esquecer um agravo. É como se não se apegassem às coisas. Na hora da perda, não sofrem muito. Porém, não lutam tanto pelo que acham importante. Sem luta, não há vitória. 

Outras parecem incapazes de abrir mão. Então, tudo o que a vida lhes tira, produz a dor de um assalto, de uma violência.

Entre estas últimas, as que mais me chamam atenção são aquelas que não “abrem mão” de suas razões. Seja em uma simples conversa, que acaba em discussão, seja em uma questão de direito, apegam-se às suas razões até às lágrimas. E se, após muitas lutas, essas coisas lhes são “tomadas”, entram em desespero de morte. 

As pessoas do primeiro grupo sofrem menos, por não se apegarem demasiadamente. Não lutam tanto, não retêm tanto. Não perdem muito, mesmo quando são abusadas.

Entretanto, conheço gente que é capaz de se lembrar de todas as violências sofridas ao longo da vida. Coisas que lhes foram tiradas, batalhas perdidas, conversas encerradas, desconsiderações, injustiças, votos vencidos, estão todos lá, no depósito de passivos, de haveres, aguardando ressarcimento.

Sim, a vida (que acaba assumindo nomes de pessoas) lhes deve. Se algo nunca foi entregue, então lhes foi tomado. Se nunca foi perdoado, ainda é “dívida ativa”. Se nunca foi esquecido, está registrado para oportuna cobrança.

Talvez uma pessoa assim considere aquele que “deixa pra lá” um leviano. E talvez o que releva e esquece considere aquele que não “abre mão” um infeliz briguento. 

Lembro-me de ter “deixado pra lá” direitos de consumidor, só para não arranjar briga. Porém, lembro-me de ter “pendurado” ofensas, aguardando o pedido de desculpas. Recordo-me de ter dado razão a quem não a tinha, para preservar a amizade, e de ter “aberto mão” da amizade por não achar justo “deixar barato”.

Certa vez, deparei-me com uma frase usada em um curso para noivos: “O que você prefere: ter razão ou ser feliz?” -- como que a dizer que, se eu quisesse ter sempre razão, seria infeliz! Será que essa pergunta não nos ajudaria a definir melhor a qual grupo pertencemos?

Eu confesso: naquele exato momento me descobri preferindo ter razão. E argumentei para mim mesmo que a felicidade, à custa do que é certo, não vale a pena. Senti-me como a formiga invejosa, criticando a alegria “irresponsável” da cigarra.

Nesse momento, ouvi a palavra de Paulo aos coríntios conflagrados: “[...] por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?” (1Co 6.7).

Ocorre-me então que talvez a atitude correta não seja o “deixar pra lá”, mas a entrega. Em vez de esquecer, entrego meus direitos, bens e razões ao reto Juiz. Assim, as coisas não ficarão sem consequência, sem julgamento, sem resposta. Contudo, estarei “deixando pra lá”, em um ato de fé, para ser feliz.

Imagino que, por esse caminho, Deus me acrescentará o orar pelos meus inimigos e me alegrará ao vê-los abençoados.

• Rubem Amorese é presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília, e foi professor na Faculdade Teológica Batista de Brasília por vinte anos. Antes de se aposentar, foi consultor legislativo no Senado Federal e diretor de informática no Centro de Informática e Processamento de Dados do Senado Federal. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos. ruben@amorese.com.br

sábado, 1 de setembro de 2012

A INCANSÁVEL BUSCA DE CRISTO

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prateleira
   
John Stott
Olhando para trás, por toda uma longa vida, muitas vezes tenho me perguntado o que me levou a Cristo. E, como já disse, não foi minha educação nem minha escolha independente; foi o próprio Cristo batendo à minha porta, chamando-me a atenção para a sua presença do lado de fora.

Ele fez isso de duas maneiras. A primeira foi por do meu sentimento de alienação para com Deus. Eu não era um ateu. Eu cria na existência de Deus — alguém ou alguma coisa em algum lugar, a realidade suprema por trás e além de todos os fenômenos cósmicos —, mas não conseguia encontrá-lo. Eu costumava visitar uma pequena
capela escura na escola que frequentava, a fim de ler livros religiosos e recitar orações. Tudo isso não tinha proveito algum; Deus estava distante e afastado, e eu não conseguia penetrar na névoa que parecia envolvê-lo.

A segunda maneira como vi Cristo batendo em minha porta foi pelo meu senso de derrota. Com o idealismo vibrante da juventude, eu tinha uma imagem heróica da pessoa que eu queria ser — altruísta e de espírito público. Mas tinha, ao mesmo tempo,
uma imagem clara de quem eu realmente era — malicioso, egoísta e orgulhoso. As duas imagens não combinavam. Eu era uma pessoa com altos ideais, mas sem a mínima disposição de alcançá-los.

Em meio a todo esse sentimento de alienação e fracasso, o Estranho à porta continuava batendo, até que o pregador que mencionei no início deste capítulo [um pregador falando sobre a pergunta de Pilatos: “o que farei com Jesus, chamado Cristo?”] lançou luz sobre o meu dilema. Ele falou da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Explicou que Cristo havia morrido para tornar a minha alienação em reconciliação, e havia ressuscitado dos mortos para tornar a minha derrota em vitória. A correspondência entre a minha necessidade subjetiva e a oferta objetiva de Cristo parecia muita próxima para ser uma coincidência. As batidas de Cristo em minha porta tornaram-se mais altas e mais insistentes. Eu abri a porta ou ele a abriu? De fato eu a abri, mas somente a sua persistência tornou isso possível e até mesmo inevitável.

Eu contei a você a minha história e me pergunto como é a sua. Jesus nos assegura em suas parábolas que, quer estejamos conscientemente buscando a Deus, quer não, ele com certeza está nos buscando. Cristo é como uma mulher que varre a sua casa em busca de uma moeda perdida; é como um pastor que se arrisca nos perigos do deserto em busca de apenas uma ovelha que se perdeu; e é como um pai que sente saudades de seu filho pródigo e deixa que ele experimente as amarguras de seus desatinos, mas que está pronto, a todo momento, para correr e encontrá-lo, e dar-lhe as boas-vindas de volta ao lar.

Estou convencido de que em algum momento de nossa vida sentimos o cutucão de Jesus Cristo e o ouvimos bater na porta, embora não reconheçamos o que aconteceu. Há muitas maneiras diferentes como ele nos busca, nos persegue e nos adverte quando estamos no caminho errado, seguindo na direção equivocada.

Pode ser por meio de um sentimento de culpa e vergonha, quando lembramos de algo que pensamos, dissemos ou fizemos e ficamos horrorizados com as profundezas de depravação nas quais somos capazes de afundar. Ou pode ser por meio da fossa escura da depressão, ou do vazio do desespero existencial, no qual nada faz sentido e tudo é absurdo. Ou, ainda, pode ser pelo medo da morte e do julgamento depois dela.

Podemos positivamente, de tempos e tempos, ficar maravilhados com o delicado equilíbrio da natureza, ou com algo maravilhoso para o ouvido, os olhos ou o toque. Ou, ainda, podemos experimentar o êxtase do amor imerecido ou a dor aguda do amor não-correspondido, porque sabemos instintivamente que o amor é a maior de todas as coisas no mundo. É em momentos como esses que Jesus Cristo se achega a nós e usa a sua mão para bater à porta ou para cutucar.

Se nos tornarmos cientes da incansável busca de Cristo, desistirmos de tentar escapar dele e nos entregarmos ao abraço desse “amante tremendo”, não haverá espaço para ostentação em relação àquilo que fazemos, mas somente para uma profunda ação de graças por sua graça e misericórdia, e para a firme resolução de passar o tempo e a eternidade a seu serviço.

Nota:
Texto retirado do capítulo 01 do livro Por que sou cristão. John Stott faleceu aos 90 anos no dia 27 de julho de 2011.