O último clarão da salvação
No Apocalipse, isto é, na “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1.1), ou no levantar da cortina (desvelamento da imagem de Jesus), começa o último ato da história da salvação. O Jesus do Apocalipse não é o desfigurado, o desprezado e rejeitado, o varão de dores, o oprimido e afligido, o Cordeiro levado para o matadouro, o crucificado, o transpassado, o ensanguentado, não é simplesmente o rei dos judeus, não tem uma coroa de espinhos na cabeça nem uma cana seca na mão!
o Apocalipse, Jesus é o primeiro a se levantar da morte para não morrer mais; é mais importante do que qualquer rei da terra (1.5); é o que vem com as nuvens (1.7); é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim de todas as coisas; o Senhor Todo-Poderoso (1.8); é o vivente que morreu, mas que agora está vivo para sempre; o que tem as chaves da morte e do inferno (1.18; 2.8); é o santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi para abrir o que ninguém pode fechar e fechar o que ninguém pode abrir (3.7); é a fonte primitiva da criação de Deus (3.14); é aquele que permanece à porta e que está batendo sempre (3.20); é o Leão da tribo de Judá, que venceu e se mostrou digno de abrir o livro e quebrar os sete selos que empurravam a história para frente (5.5); é aquele que é digno de receber o poder, e a riqueza, e a sabedoria, e a força, e a honra, e a glória e o louvor (5.12); é aquele de quem vem a nossa salvação (7.10); é aquele que enxuga toda lágrima dos olhos de suas ovelhas (7.17); é o Rei de todos os reis e Senhor de todos os senhores (17.14); é a candeia que ilumina a nova Jerusalém (21.23); é a brilhante Estrela da Manhã (22.16).
Esse último ato de salvação nunca termina, o último clarão da salvação nunca se apaga, pois Jesus nunca se retira do palco da salvação!
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