quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

LEMBRANÇAS DE UM NATAL DISTANTE

O Natal está chegando" Aliás, todo ano ele acontece. Estou me referindo do Natal da nostalgia. O Natal que era novidade . Em que havia "aprontação", isto é, as famílias se preparavam para ele. Os frangos assados ao forno de barro. Correr atrás do frango no quintal. Depená-lo depois de colocar água quente para amolecer suas penas. Limpá-lo. Temperá-lo. Deixar "marinando" com todos aqueles temperos colhidos ali no quintal de casa. Plantados, cuidados, sem agrotóxicos, pela própria família. Os bolos, os pães, todos caseiros, feitos pelas mãos da própria família. Vizinhos ajudavam. E também recebiam a divisão do seu trabalho. Era uma animação só.

As igrejas evangélicas. Todas se preparavam. Músicas ensaiadas, retiradas do baú. Poesias, as crianças ensaiavam horas a fio, tentando decorá-las. Conjuntos, duetos, quartetos, corais. Noites de ensaios ao longo das semanas que antecediam, a data magna da cristandade e do Cristianismo.

Em tudo e todos os acontecimentos que antecediam o Natal, as famílias estavam envolvidass.

E naquele grande dia, acontecia o Culto de Natal. As pessoas acorriam para participar, apreciar. As igrejas ficavam lotadas. Emocionavam-se diante da mensagem da vida do menino-Deus, que nascia numa manjedoura e numa estrebaria. Era o grande amor de Deus que cumpria a sua promessa. A salvação de Deus estendida à todos os povos, sem exceção.

E hoje? O Natal ficou "enlatado" como tudo que compramos para a grande ceia? Tudo "esfriou"? A família? Elas não existem mais? Onde estão os filhos? Já se foram para outros compromissos? As igrejas? Ainda pregam um Natal da manjedoura? Do Deus que nasceu na estrebaria ao alcance de todos? Os ensaios? Cadê a expectativa? A esperança? 

Ah, em Jesus, os que esperam nEle sempre terão.

extraído do boletim  216 0 - IPI da Lapa - 11.12.2011


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