A gota d’água...
Existem gotas e gotas...
Tem aquelas gotas do orvalho que nem vemos, porém quando acordamos estão lá, molhando o campo, as flores, as folhas...
Tem aquelas gotas d’água que ficam acumuladas nas folhas e que acabam matando a sede daqueles pequenos e frágeis seres que vivem na floresta.
Tem ainda as gotículas que vem com o chuvisqueiro, aquele que é fininho e molha mais que um chuvão.
Tem as gotas de chuva de verão, que vem e vão.
Tem as gotas acompanhadas dos ventos nas tempestades que quando batem no rosto podem até machucar.
Tem a gota do pingo da torneira, que vazando durante a noite, no silêncio, faz um barulhão.
Tem o a gota do pingo da chuva que cai pelo beiral da casa e é uma música deliciosa para dormir.
Porém, tem uma gota silenciosa, imperceptível, às vezes invisível, que pode por tudo a perder.
Estou falando da gota d’água que faz transbordar o copo...
Aquela gotinha em forma de um probleminha qualquer, que quando cai, desestrutura, balança, machuca, abala e nos coloca prá chorar.
A gota d’água que faz transbordar o copo de problemas, de sentimentos, de temores e medos, quase sempre não é a maior, mas faz toda a diferença.
Quantas vezes você está até o pescoço, atolado em problemas, vivendo dilemas dos mais variados, e sem notar, sem perceber, seu copo de paciência, seu copo de tolerância, seu copo de limites vai enchendo e quando percebe já era, transbordou...
Quem sabe você está assim agora...
O copo transbordou e você não sabe o que fazer.
Eu te digo: “chore”, “extravase”, “põe prá fora”, afinal, você é gente e gente é assim...
Todos nós temos os nossos limites. Uns mais, outros menos...
Mas os limites estão ali... Chega uma hora que não agüentamos e uma simples gotinha põe a transbordar o copo.
Não se frustre com isso. Fique tranqüilo e entenda que agora é hora de esvaziar-se e começar outra vez.
“O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria.” (Salmos 30.5)
(Rev. Antonio Carlos M. Ferreira)
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