Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional
(Romanos 12:1).
Certa vez o famoso compositor Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) foi à Catedral de Freiburg, na Alemanha, para ouvir o som do grande órgão que ali havia. Após o recital, ele subiu ao tablado e pediu permissão para tocar o instrumento. O organista, um ancião, não sabendo de quem se tratava, não confiou em Mendelssohn e nem permitiu que este tocasse o teclado. Mas, por fim, lhe concedeu o pedido, fazendo questão de ficar ao lado do instrumento, supervisionando tudo.
De repente, uma maravilhosa harmonia, que somente um mestre poderia produzir, encheu o ar. O organista, completamente estupefato, colocou as mãos nos ombros do compositor e perguntou: Quem é você? Qual o seu nome? – “Mendelssohn.” O ancião, perplexo, exclamou: Como pude quase impedir que Felix Mendelssohn tocasse este órgão?
Será que os cristãos não agem da mesma maneira com o Senhor e Salvador deles? Por meio do arrependimento e da fé nos tornamos uma nova criação nEle, um “instrumento” que pode ressoar a harmonia divina neste mundo conturbado, para a glória de Deus. Mas, ao invés de permitir que o próprio Mestre produza o som que Ele deseja, isto é, ao invés de colocar sua vida incondicional e devotadamente sob a direção de Deus, os cristãos forjam seus próprios planos. O que resulta disso é uma harmonia defeituosa, infrutífera, incapaz de arrebatar os ouvidos dos perdidos. Um “sacrifício” que de “vivo, santo e agradável a Deus” não tem nada!
O “culto racional” é composto das decisões, renúncias e de toda a gama de opções que fazemos diariamente, as quais estão alinhadas com a mente de Deus. Quando submetermos nossa vida a Deus dessa forma, então seremos instrumentos afinados e úteis ao Mestre e ao mundo.
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