É muito difícil cumprir uma missão delicada sem lágrimas. É muito raro dar-se plenamente aos outros sem lágrimas. É praticamente impossível exercer o genuíno pastoreio de um rebanho cheio de problemas sem lágrimas. Na comovente reunião de despedida realizadada por Paulo em Mileto com os presbíteros, o apóstolo recors havia anunciado o evangelho "com lágrimas" (Atos 20-19,31).
O curto ministério de Jesus foi mais difícil do que qualquer outro. Além do contato com o sofrimento humano, s hipocrisia generalizada, o legalismo dos fariseus, os perigos de prisão e morte, a traição de Judas e a tríplice negação de pedro - Jesus teve de enfrentar a agonia do Getsêmani, seu momento mais difícil.
Homem algum consegue penetrar profundamente o sofrimento de Jesus naquele jardim na madrugada da chamada Sexta-feira Santa.
Mateus diz que Ele de repente "começou a entristecer-se e a angustiar-se (Mateus 26-37). Jesus mesmo não escondeu dos discípulos: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal" (versículos 38).
Lucas, o médico, é o único a contar o detalhe de que o suor de Jesus quando orava "era como gotas de sangue que caiam no chão" (Lucas 22-44).
Mas é o autor da Epístola aos Hebreus que fala abertamente em lágrimas: "durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte" (Hebreus 5-7) [Ultimato]
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