sexta-feira, 25 de maio de 2012

O perigo da vulgarização da música


Sexta, 27 Abril 2012 09:47 Editado por Giovanni Alecrim Última atualização em Sexta, 27 Abril 2012 15:11


Ai Se Eu Te Pego é uma canção do cantor brasileiro Michel Teló que atingiu, em 12/9/2011, a primeira posição no Brasil, chegando também à primeira posição na Espanha, Holanda e Itália, deixando para trás grandes nomes da música mundial. Também detém o recorde de visualizações do You Tube, com mais de 100 milhões de acessos. Até na linguagem dos sinais a música já foi traduzida. O mundo da música é democrático. Vários são os ritmos, os estilos e os assuntos tratados nas letras. Fala-se de tudo, para todos os públicos, para diversas idades e diversas classes sociais. Dentre os principais temas, está a sexualidade. Antes, tabu e, agora, banalizada. Estamos vivendo um tempo em que a maioria das pessoas não se importa com o conteúdo da letra, devendo somente o ritmo ser envolvente e contagiante. No Brasil, estamos no ápice do sertanejo universitário, onde as letras falam de relação sem compromisso, bebidas e farras. Por exemplo, “o novo sucesso” de Michel Teló diz: “Vou te esperar na minha humilde residência, pra gente fazer amor, mas eu te peço só um pouquinho de paciência, a cama tá quebrada e não tem cobertor” (Humilde Residência).


Muito disso começou em 1991 com a música Na Boquinha da Garrafa, com o grupo Gera Samba, depois estourando com a música É o Tchan, em 1996. Dançarinas entravam nos programas televisivos e dançavam com uma garrafa no palco. As crianças na inocência também já colocavam um shortinho para imitar o que estava sendo passado na televisão. É claro que essa exagerada exposição da sexualidade iria ter influência nas crianças e adolescentes.


As letras sensuais e eróticas são uma exploração do corpo da mulher. Esta exploração está mudando radicalmente o comportamento de uma geração. Por exemplo, o Brasil é campeão mundial em cirurgias plásticas e em tratamentos estéticos. Milhões de reais são movimentados por conta da indústria da beleza. Esta expectativa do corpo perfeito e, diga-se de passagem, inatingível, traz insatisfações, angústias e problemas emocionais nas mulheres brasileiras. Sem falar no famoso Funk Carioca que desrespeita a mulher ao dizer que “tapinha não dói” ou que legal são as "cachorras", depreciando o valor conquistado com luta e suor pelas mulheres no decorrer da história.


Muitos adolescentes e jovens passam horas do dia assistindo a MTV (Music Television), deixando-se alimentar por pornofonia e incentivos a práticas sexuais. Alguns videoclipes blasfemam contra o nome de Deus como é o caso de Judas, da cantora Lady Gaga. O videoclipe remonta à história de Jesus e seus discípulos, mas com uma teologia um tanto confusa e liberal. É montado um cenário de Jerusalém e a festa acontece num lugar inusitado chamado capela elétrica. Neste lugar, é permitida uma liberdade sexual como o lesbianismo.


Podemos nos perguntar: de quem é a culpa? A culpa é do compositor, da gravadora ou do mercado? Precisamos entender que esse produto vulgar é feito porque tem um público para consumir este produto. Por exemplo, o Big Brother Brasil está no ar sob críticas, mas com certeza tem um público que dá ibope para este tipo de entretenimento.


“Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor”(Ct 2.15). Tomando o texto de Cantares como referência, identificamos essas raposinhas com situações aparentemente pequenas, atitudes que muitos julgam ser de valor insignificante e assim pensam que elas não oferecem nenhum perigo. Por que será que a Palavra de Deus nos exorta a perseguir as raposinhas? Não deveríamos nos preocupar com as grandes raposas e considerar as pequeninas como inofensivas? Caçar raposas grandes é fácil, porque rapidamente as identificamos. As raposinhas são coisas aparentemente inúteis podendo trazer um grande prejuízo moral e espiritual: “Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido” (1Co 14.10).


Temos que estar atentos à vulgarização da música secular, pois a sociedade e a família correm perigo. Deus nos ajude a discernir os tempos e a buscarmos uma vida santa, pura e agradável a Deus: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).


O Daniel Dutra é pastor da IPI de Rondonópolis, MT


extraído do site www.ipib.org

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