segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ferro enferrujado



Se você quiser matar a saudade da “Guerra Fria” não deixe de assistir o filme “A Dama de Ferro” que conta a história de Margareth Thatcher, a mulher que quebrou as barreiras de gênero e classes e se tornou a mais poderosa do mundo, ao ser eleita Primeira Ministro da Inglaterra.

Por 11 anos ela exerceu uma função de liderança e influência. Era tão dura e firme em suas convicções, que foi chamada pelos russos de “A Dama de Ferro”.

No filme, Thatcher é apresentada como uma octogenária em sua fragilidade. Ela tem alucinações, carrega muitas saudades e caminha frustrada porque sabe que gastou mais tempo envolvida na vida política do país do que sendo esposa e mãe. A dama de ferro enferrujou e se tornou frágil.

A vida de Margareth Thatcher pode nos ensinar muitas lições. Primeiro, entendo que devemos cuidar do que de fato é importante, caso contrário, seremos visitados por fantasmas que não nos pouparão. Mesmo que façamos coisas extraordinárias para os outros, a família não pode ser desprezada. Segundo, precisamos lembrar que “Damas de Ferro” enferrujam, pois envelhecem e se tornam frágeis e dependentes.

Como ensina o pregador em Eclesiastes, quando Deus é colocado de lado, todas as conquistas do mundo se tornam sem sentido. Neste caso, a vida se torna canseira, decepção, frustração, “vaidade de vaidades” e “correr atrás do vento”.

Não sei onde chegaremos durante a caminhada, mas tenho medo de que cheguemos à terceira idade e descubramos que não fizemos o que deveríamos ter feito; que não valorizamos o que era importante; que não servimos como deveríamos servir.

Que Deus nos torne sábios hoje, para que amanhã reclinemos a cabeça no travesseiro com paz no coração.
Caruaru - PE 

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