Houve naqueles dias, um desastre envolvendo vários automóveis. Nele, um jovem perdeu a sua vida. Seu pai ficou inconsolável. Logo ele, a sua grande esperança. Seu filho querido. Muitas pessoas vieram. Fizeram longos discursos. Abraços apertados. Tapas nas costas.
O relato do pai naqueles momentos de dor: Eu estava sentado, afundado na aflição. Alguém veio e falou acerca do amor de Deus, de como Ele venceu a morte e nos garantiu essa vitória, e da esperança da vida após a morte. Ele falou sem parar. Disse-me coisa que eu sabia que era verdade.
Não me consolou em nada. Eu queria que ele fosse embora, e finalmente ele se foi.
Em seguida veio outra pessoa e se sentou ao meu lado. Não me perguntou nada acerca de coisa que nos levariam a conversar. A pessoa ficou ali sentada ao meu lado durante uma hora ou mais. Escutava-me quando eu dizia algo e me respondia de forma breve, curta. Em seguida, fez um oração simples e foi. Fiquei comovido, consolado. Não queria que aquela pessoa fosse embora. (Pastor como Conselheiro, Paul Hoff).
Assim deve ser o cristão. Falar pouco, ouvir mais, vivenciar mais a sua fé. Tem mais sentido e alcance.
(do boletim dominical nº 222 da IPI da Lapa de 29.01.2012)
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