segunda-feira, 19 de março de 2012

Tempo de ser igreja


Klênia Fassoni

Este Especial celebra a Igreja em ação. A despeito das muitas (e legítimas) críticas feitas a ela, cristãos em todos os cantos do Brasil (e do mundo) estão vivendo como seguidores de Cristo e participando da missão de Deus. A Igreja segue caminhando. Contar estas boas novas é a contribuição de Ultimato à unidade da Igreja, para evidenciar o que Deus tem feito por meio de anônimos, organizações, igrejas e pessoas de todas as idades. 
 
“Tempo de ser igreja” é o nome da campanha atual do portal Ultimato. Acompanhe em www.ultimato.com.br mais notícias, artigos e boas novas da Igreja de Cristo espalhada no Brasil e no mundo.
 
Igreja da Palavra
6 bilhões de Bíblias não são suficientes para 7 bilhões de habitantes
 
Estatísticas oficiais mostram que já foram distribuídos no mundo 4 bilhões de Bíblias. Contudo, alguns estimam que a marca mais acertada seria de 6 bilhões. Caso ela esteja correta, cada habitante do mundo em idade de leitura teria acesso a mais de um exemplar da Bíblia. Os números, porém, não devem impressionar, pois significam apenas que ela está à disposição do leitor. Boa parte das ações das Sociedades Bíblicas Unidas está direcionada a incentivar a leitura, a meditação e a prática das Escrituras. A rede mundial de computadores é um dos meios onde isto acontece.
 
Segundo o ranking da AllFacebook.com, que coloca as páginas em ordem de interações (curtir, comentar e compartilhar no Facebook), a página “The Bible” do Facebook, administrada pela Sociedade Unida da Bíblia, em Reading, Inglaterra, tem mais de 1 milhão de interações e supera, por exemplo, a página da coqueluche Justin Bieber, que conta com aproximadamente 690 mil interações (dados de 06/11/2011).  
 
O programa Lectionautas -- leitura orante e vivencial da Bíblia -- é outra iniciativa. A “Lectio Divina” -- uma iniciativa do Cebipal (Centro Bíblico Pastoral para a América Latina) e das SBU (Sociedades Bíblicas Unidas), presente em mais de dezoito países --, une jovens em torno da leitura orante da Palavra. No Brasil, o projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a SBB (Sociedade Bíblica do Brasil). A leitura orante é uma prática adotada pelos cristãos desde os primeiros séculos. O método da “Lectio Divina” adaptado para atender o público jovem tem o objetivo de promover a comunhão com Deus a partir de cinco passos: leitura, meditação, oração, contemplação e ação. No site www.lectionautas.com.br, os usuários encontram um manual para a prática da leitura orante.
 
Igreja missionária
Lawence Olson se alegraria
 
A Assembleia de Deus, maior denominação evangélica brasileira, dedicou três meses de estudo à teologia da missão integral em 2011, ano de seu centenário. Durante treze domingos professores e alunos usaram a revista Lições Bíblicas, com o tema “A Missão Integral da Igreja -- porque o reino de Deus está entre vocês”. Muitas igrejas da denominação adotaram as lições. Os comentários são do pastor Wagner Gaby, primeiro capelão pentecostal das Forças Armadas, escritor, membro da Academia Evangélica de Letras.
 
Na revista do professor, cada lição traz leituras bíblicas para a semana, o texto áureo, hinos sugeridos, orientações pedagógicas, comentário, bibliografia sugerida e auxílios biográficos.
 
Com ótimo texto e bela apresentação gráfica, as lições discutem temas como: “Igreja; agente de transformação da sociedade”, “A Atuação Social da Igreja”, “O Reino de Deus através da Igreja”, “A Influência Cultural da Igreja”. Citam, ainda, frases de pensadores da missão integral, como René Padilla, David Bosch, John Stott e Gene Getz.
 
Charles Colson e Nancy Pearcey, autores de três títulos da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), são frequentemente mencionados. O texto retirado do livro “O Cristão na Cultura de Hoje” impressiona: “Mas então devemos proceder à restauração de toda a criação de Deus, o que inclui as virtudes privadas e públicas: a vida pessoal e familiar, a educação e a comunidade; o trabalho, a política e a lei; a ciência, a medicina; a literatura, a arte e a música. Este objetivo redentor permeia tudo o que fizermos, porque não existe uma linha divisória invisível entre o que é sagrado e o que é secular. Devemos ‘trazer todas as coisas’ sob a soberania de Cristo...”.
 
No material há também o Pacto de Lausanne, com transcrições. Lawrence Olson (1910–1993), missionário norte-americano da Assembleia de Deus que viveu no Brasil entre 1938 e 1989, se alegraria com esta notícia. Foi ele quem primeiro publicou em português o Pacto de Lausanne. 
 
Igreja que adora
Adoração em espírito, em verdade e em árabe
 
O primeiro Encontro de Adoradores Árabes promovido pelo ministério Pontes de Amor, em conjunto com o Integrity Music, dos Estados Unidos, aconteceu em setembro de 2003, na ilha de Barnabé, no Chipre. Desde então, mais de dez edições foram realizadas em diferentes países (Jordânia, Egito, Líbano, Síria, Emirados Árabes e Turquia). O trabalho começou em 1997, quando, convidado pela missão Portas Abertas, o cantor Asaph Borba foi pela primeira vez à Jordânia com o objetivo de produzir um álbum para um pequeno grupo de músicos cristãos. O nome do CD é “Toobak” (“Bem-aventurados”). Depois deste, veio “Saalam” (“Paz”). As músicas provocaram impacto tanto nos cristãos locais quanto nas igrejas de outros países do Oriente Médio. Mais tarde, foi construído um estúdio de produção onde cristãos do Iraque, Palestina, Síria, Egito, Líbano e Sudão produziram músicas na língua árabe e em dialetos, como o antigo assírio.
 
Um pequeno grupo de produção foi treinado e hoje o ministério conta com uma web rádio que transmite programação para todo o mundo árabe. A cada ano são produzidos e distribuídos milhares de CDs e DVDs. Os encontros periódicos de louvor e adoração têm favorecido a continuidade do trabalho, cujo objetivo, segundo Asaph, é “colocar os adoradores fazendo aquilo que o Pai procura: verdadeira adoração, o resto vem com o tempo”. “O árabe ama música. O som é livre, pode ser cantado e tocado, pode ser colocado na internet e propagado por rádio e televisão”, podendo se tornar “uma ferramenta poderosa nas mãos de Deus para evangelizar os povos do mundo árabe”, declara.
 
Igreja compassiva
Mais que dó de Codó
 
Codó é uma das cidades mais pobres do Maranhão, um dos estados mais pobres do Brasil. Habitualmente, a primeira refeição do dia das crianças é café fraco misturado com farinha. É esta mistura, de baixo valor nutricional, que preenche por horas o estômago delas. Mateus, 6 anos, ilustra bem como é a vida de parte das crianças de Codó. Ele mora com a mãe, dois irmãos e o padrasto. A casa tem paredes de barro, cobertura de sapé e um único cômodo grande que funciona como sala, quarto e cozinha, espaços delimitados pelos poucos itens da casa: um jarro de água, uma mesa, uma rede. Não há geladeira nem despensa. A família usa uma fossa fora da casa como banheiro. Para tomar banho, um balde substitui o chuveiro.
 
Acilâine e seu marido, Edivaldo, pastores da Igreja Evangélica Cristã em Codó, desenvolvem há alguns anos um trabalho com as crianças da cidade, que compreende reforço alimentar, escolar, atividades recreativas e ensino bíblico. Em abril de 2010, a ONG cristã Compassion firmou parceria com a igreja e o projeto pôde ampliar o número de crianças atendidas, realizando o trabalho de maneira mais efetiva.
 
Como na história bíblica que lhe empresta o nome, as pessoas do Projeto Bom Samaritano, além de terem dó, estão cuidando, disponibilizando oportunidades e, assim, contribuindo para quebrar o ciclo de pobreza em Codó.
 
 

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