Não deveríamos nos conformar com nossos joguinhos
psicológicos, com nossas falas dúbias, com nossas opiniões interesseiras
e com nossas falsas motivações. Somos filhos da luz, e “tudo que é
exposto pelo luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as
coisas”. (Ef 5.13). Ao contrário de adotar a mediocridade da
conveniência deveríamos produzir frutos da luz: “bondade, justiça e
verdade” (5.9).
Na “era do parecer” o “ser” é artigo de luxo. Lemos livros de
auto-ajuda, respondemos testes de personalidades, esforçamo-nos no
marketing pessoal. Mas é como se limpássemos o copo por fora, sem
lavá-lo por dentro. O vírus da falsidade continua lá, sem ser
incomodado.
Estamos mergulhados em um profundo sono das variações de sombra que a
mentira nos traz. Dormimos, e já não lembramos mais como é bom ser
verdadeiro e transparente, como é saudável mostrar-se, inteiro, claro,
sem complexos de inferioridade ou superioridade, à luz da pessoa de
Cristo. Daí o grito de Paulo: “desperta, ó tu que dormes, levanta-te
dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti” (5.14).
Que Deus me ajude a resistir à tentação da vida pintada só por fora
(seja religiosa ou não). Que eu busque a vida formada por dentro, nas
entranhas, pelo Espírito.
Se conversão é abandonar o caminho das trevas e seguir o caminho da
luz (5.8; 1 Pe 2.9), que eu me converta todos os dias ao Pai das Luzes.
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