Os milagres que Deus opera não levam à ociosidade, não acostumam mal, não estimulam a preguiça.
Deus multiplicou o azeite da viúva que tinha dois filhos e uma dívida enorme e urgente para pagar. Mas ela teve que tomar emprestadas latas vazias e, depois vender o azeite ( 2 Reis capítulo 4, versos 1 a 7).
Deus providenciou água em abundância para o exército do rei Josafá, o outro rei Acabe e o rei de Edon e para os animais, mas as muitas covas abertas no vale para reter as águas tiveram que ser feitas por ele (2 Reis capítulo 3, versos 9 a 20).
Deus providenciou o maná, mas todos os dias o povo precisava sair para colher a porção diária (Êxodo capítulo 16 verso 4).
Jesus ressuscitou a Lázaro, mas alguém teve de remover a pedra do túmulo e desatar o morto (João capítulo 11, versos 38 a 44).
Deus soltou as algemas de Pedro e abriu-lhe os portões de ferro do cárcere, mas os irmãos tiveram de abrir-lhe a porta de madeira da casa de Maria, mãe de João Marcos, para ele entrar (Atos capítulo 12, versos 1 a 19).
No caso da viúva socorrida por Eliseu, a ajuda não veio mediante um cheque ou um envelope contendo dinheiro no valor da dívida. Ela precisou administrar, sair e efetuar a venda de inúmeras garrafinhas de azeite.
A multiplicação do azeite é idêntica à multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes (Marcos capítulo 6 versos 30 a 44). Em ambos os casos, quanto mais se servia, mais azeite havia para a próxima vasilha e mais pão e peixe havia para a próxima pessoa, até acabar os recipientes e estômagos vazios.
Tem de haver um equilíbrio entre a oração e a ação, uma associação entre elas. Como dizia Inácio de Loyola: "Devo orar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de mim". (Devocionais para todas as estações)
O que o seu lar, a sua família está precisando urgentemente?
Extraído do boletim 184 da IPI da Lapa de 01.05.2011
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